
Aniversário de Parintins e Dia do Professor, no cenário do Festival de Parintins, do Círio do Carmo e que faz festa o ano inteiro
Parintins completa 166 anos. É o Dia do Professor. A lição é clara: Terra do Folclore, berço de Caprichoso e Garantido, eis belo retrato da sobrevivência cabocla, em meio à solidão da Amazônia.
Nada muito diferente de todo o resto do Amazonas. Em todos os Municípios o cenário tem bravura como matéria-prima. “É aprendendo a caçar, a pescar e a nadar que se cria o caboclo”, como diz Chico da Silva. É no cheiro do mato. Na beira do rio.
Parintins, em meio a tantos problemas, canta. Faz da toada um “case”, um dabakuri. Em torno dela se reúnem um Braulino, caboclo, autor do sucesso internacional “Tic-Tic-Tac”, e um Nikolay Sapoundjiev, búlgaro, violinista da Orquestra Sinfônica Brasileira.
Os talentos se amontoam nos QGs dos bumbás e tomam conta do parintinense Liceu Cláudio Santoro, no Bumbódromo. A natureza se revela turbulenta no rio Amazonas, mas basta uma guinada no Paraná do Ramos para chegar às águas pacatas do Uaicurapá ou do Mamuru, em cujas praias se forja a riviera parintinense.
Janeiro? Pastorinhas. Fevereiro? CarnaIlha. Março a junho? Temporada dos bumbás. Julho? Círio do Carmo, encontro de parintinenses voltando para férias. Agosto e setembro? Temporada de praias e pesca, com o Festival do Peixe Liso, no Paraná do Espírito Santo. Outubro? Aniversário da cidade e Festival de Toadas. Dezembro? Natal e Réveillon na orla e na Praça Digital. Tem também o Festival dos Bumbás Mirins e o Festival dos Bois em Miniaturas. A pequena ilha faz festa o ano inteiro.
Em junho, ainda, quando os lagos transbordam, acontece a piracema. Aí o festival é de pacu, jatuarana, curimatã, bodó, mapará, aracu e, claro, jaraqui. Só que jaraqui-açú, do porrudo, raro na capital. É lindo ver as Lajes, na Vila Amazônia, local onde começou a imigração japonesa na Amazônia, lotada de pescadores tarrafeando. Quem chega mais cedo ao Festival Folclórico ainda pega uma beiradinha disso.
Parintins escolheu o caminho da alegria para superar o isolamento imposto pela geografia. É essa, sem dúvida, a grande lição do povo parintinense. Que essa felicidade continue sendo mais forte que qualquer vicissitude. E vença, ao final.
Parabéns, terra querida.
O teto salarial do Brasil deveria ser o salário do professor. É claro que aquele que atingisse o topo, o doutorado e determinado tempo de cátedra. Aristóteles, professor de Alexandre, O Grande, foi o último homem a deter todo o conhecimento disponível em seu tempo. Forjou a cultura que espalhou o humanismo helenístico pelo mundo. O salário diferenciado traria a motivação que moveria a educação brasileira rumo ao topo. Parabéns aos nossos Aristóteles. Que forjem mais e mais Alexandres. Porque o mundo precisa de desbravadores.