
Panavueiro do Custo Político, como a disputa Omar x Braga, ainda vai longe
Omar Aziz e Eduardo Braga estão em guerra. A mídia ligada a Braga bate em Omar e a ligada a Omar bate em Braga. Qual a razão? Omar acha que Braga tem algo a ver com a autorização de investigação dele, dada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). E também com a Operação Custo Político. Fontes ligadas a Braga garantem que não. Até insinuam que Marco Aurélio de Melo, o ministro que liberou a investigação, tem gente muito mais próxima no Amazonas. Aí as especulações de bastidores voam feito barata tonta. O Panavueiro esquenta e a coluna tenta tirar os fatos do meio dessas batatas quentes.
A briga entre os dois senadores antecipa outra, mais dura, difícil e decisiva. Se a Polícia Federal encontrar provas contra Omar, o Ministério Público Federal (MPF) pode pedir a prisão dele. Aí a autorização para isso terá que ser dada pelo Senado. É o momento em que Braga pode atuar nos bastidores contra o ex-aliado e agora adversário.
Braga ainda não perdoou Omar pelas manobras que o afastaram do prefeito Arthur Virgílio e “inventaram” a candidatura de Amazonino. Omar pode ser, também, o último obstáculo entre ele e uma aliança com o atual governador para a eleição 2018. Ou seja, os dois podem até fumar o cachimbo da paz, mas vai demorar.
O que Omar não entende é a razão de Eduardo Braga, como ele acusado na Lava Jato, não ter investigação aberta. E se sente ameaçado, enquanto o atual adversário segue tranquilo.
Pergunta que todos se faziam, quarta (14/12), durante a Operação Custo Político: chegaram perto, mas por que não prendem os cabeças? Evandro Melo, irmão do ex-governador José Melo, parece ter sido o mais próximo. Mas investigações e ordens de prisão ainda não chegaram ao fim.
O que mais temem os cabeças do desvio de recursos no Amazonas, que continuam soltos, são delações dos presos. Ninguém aguenta cadeia e família sofrendo, pressionando, por muito tempo. E se os presos abrirem a boca, aí sim o panavueiro esquenta de vez.
O prefeito Arthur Virgílio voltou radiante de Brasília. Obteve dos caciques do partido a garantia de que o PSDB fará prévias. Vai escolher o candidato a presidente ouvindo a militância. A garantia começa pelo presidente nacional e adversário de Arthur, Geraldo Alckmin. E também foi dada pelo senador Tasso Jereissati e o governador de Goiás, Marconi Pirilo.
Ainda há um passo pela frente. A direção nacional formará uma comissão para regulamentar as prévias. Arthur disse, em Brasília, que topa isso. Mas quer recursos iguais para os dois candidatos e debates nos diversos diretórios regionais. Vai acabar minando a candidatura de Alckmin.
O que quer o prefeito de Manaus, afinal, com essa candidatura a presidente da República? Arthur deve achar, de verdade, que os presidenciáveis atuais são muito fracos. Não leva fé em Lula, Bolsonaro ou mesmo Alckmin. Acredita que, num confronto direto e nesse cenário de falta de opções, acaba sendo a zebra que leva essa.
Militantes da candidatura de Jair Bolsonaro a presidente o receberam, no aeroporto de Manaus, aos gritos de “mito”. Eram muitos, para um período pré-eleitoral. Eram poucos, para um candidato a presidente.
A escolha de Jair Bolsonaro para paraninfo dos formandos do Ensino Médio na Escola da PM 3, do Parque São Pedro, rachou a turma. A maioria dos alunos não queria. Professores acharam que era uma utopia. Uma mãe, integrante da Comissão de Formatura, levou em frente o convite. Conseguiu apoio na comissão e levou o documento ao deputado Platiny Soares, que é PM. Este o encaminhou ao candidato. Bolsonaro, aproveitando que havia prometido ir a Manacapuru, aceitou. Nesta quinta (14/12), na Arena Amadeu Teixeira, será a estrela da formatura. Com a turma e os pais “rachados”, ninguém estranhará se aparecerem vaias ao presidenciável.