05/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Palhaço Tiririca renuncia à política porque pensava que parlamento era coisa séria. Veja vídeo com o discurso

Publicado em 06 de dezembro, 2017

 

Tiririca foi o deputado mais votado do Brasil em 2010

Tiririca anunciou que renunciaria, mas depois disse que era à política e não ao mandato

O deputado federal Tiririca (PR-SP) anunciou hoje (06/12) que não vai mais concorrer a nenhum cargo público. Ele foi à tribuna, pela primeira vez em sete anos, para dizer que era a última vez. Causou muita confusão. Alguns sites disseram que ele havia renunciado ao mandato. Depois, o parlamentar esclareceu que fica até o fim (31/12/2018) e não concorrerá mais. É sintomático que um palhaço saia da política envergonhado com o parlamento.

Tiririca teve 1,2 milhão de votos, em 2010, sendo o mais votado do Brasil. Concorreu novamente em 2014, teve 1 milhão de sufrágios e ficou em segundo lugar. Nas duas vezes se elegeu com muito humor e chamando o eleitor de “abestado”.

Analfabeto, o parlamentar precisou fazer um teste para assumir a vaga. Depois, adotou posições e deu declarações que surpreenderam a população. Parecia que não estava para brincadeiras.

A política não perde grande coisa. Ela é forjada em propostas, inovação e ousadia. Tiririca é um grande marqueteiro pessoal, mas não propôs, nem inovou ou foi ousado. O parlamento que já abrigou Afonso Arinos, Tancredo Neves e Ulysses Guimarães fica de pé. Mas atravessa um momento dos mais difíceis de sua história.

Tiririca e o picadeiro

A população assiste abismada ao show do picadeiro. Dilma e Lula mandaram e desmandaram no Congresso Nacional. Até o momento em que o PMDB, maior partido brasileiro, resolveu se unir em torno de Michel Temer.

Tiririca avisa que vai sair da política porque está “envergonhado”. O Brasil inteiro está. Os paulistas, porém, ofereceram para ele um palco para falar (parlar) e votar. Numa bandeja milionária de votos. Ele até votou com coerência e de acordo com as correntes populares, mas, não falando, seccionou o mandato ao meio.

Um palhaço de sucesso ganha mais dinheiro honesto que parlamentar. Tiririca deve ter descoberto que o mandato vale mais a pena para quem sabe circular na Esplanada dos Ministérios. O salário, nesses casos, é mero apêndice. Desaparece em meio a verbas de gabinete, assessores, passagens, mordomia, mordomia e mordomia. E até 25 emendas de execução obrigatória, isto é, que o governo é obrigado a pagar: R$ 15,3 milhões/ano de valor global.

Tiririca e a palhaçada

Tiririca demonstrou, na tribuna, que não sabia comunicar a decisão. Nem qual seria ela. Somente horas depois esclareceu que não renunciaria ao mandato, mas à política. Confundiu um monte de gente.

O que não pode é o País aceitar palhaçada, com mais de 2 milhões de votos, em momento tão grave. Tiririca levou sete anos para ficar envergonhado. Tomara que o eleitor tome vergonha mais rápido e aproveite a eleição do ano que vem para eleger pessoas preparadas. E deixe de fora quem está lá por uma vida e não toma vergonha na cara.

Veja o discurso:

https://youtu.be/z0seYiPNbHA

PS: Assessoria da Câmara Federal informa que os mandatos atuais se encerram dia 31/01/2019. É a data em que os deputados federais eleitos em 2018 tomarão posse.

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