
Totalização do primeiro turno foi concluída às 22h35 deste domingo. Reuniões operacionais visando o segundo turno começam dia 11, com alinhamento no Grupo de Gestão Integrada. Foto: Reprodução
A totalização do primeiro turno do pleito suplementar para o Governo do Estado foi concluída às 22h35 deste domingo, num tempo recorde, segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM).
Com 100% das urnas totalizadas, o número de eleitores que não foram às urnas chegou a mais de meio milhão de pessoas: 569.501 (24,35%). Estavam aptos a votar 2.338.886. A expectativa de abstenção nesta eleição excepcional era maior do que a média de até 20% registrada pelo tribunal nos últimos anos.
Para o diretor geral do TRE-AM, Messias Andrade, o número era esperado e razoável tanto em razão do pouco tempo para a campanha quanto pelo estresse causado com a suspensão, por meio de liminar, do sufrágio. As dificuldades logísticas e distâncias no interior do Amazonas foram apontadas ainda como influenciadoras para o índice de abstenção.
“A apuração em tempo recorde e todo o trabalho para realizar um pleito que, na média, leva 1 ano e 6 meses de planejamento, para apenas 2 meses, são frutos do preparo de uma missão institucional cumprida com orgulho e competência. E ainda estamos fazendo experimentos para 2018, como na redução de pontos de transmissão, saindo de 400, em 2014, para 217 neste pleito, o que também gera economia”, fala Messias.
Com o primeiro turno encerrado neste domingo, os trabalhos não param e na próxima sexta-feira (11) já está agendada uma reunião com o módulo de segurança do Grupo de Gestão Integrada (GGI), para ajustes visando o segundo turno, que acontece no dia 27 de agosto, quando será conhecido o novo governador do Amazonas.
Votação
Além da abstenção, o Amazonas teve 61.826 votos brancos (3,49%), e 218.201 votos nulos (12,33%). Ao todo foram 1.489.358 (84,17%) votos válidos.
“Essa eleição é atípica, exclusiva para governo do estado e fora época, que atinge todo estado do Amazonas. Temos comunidades distantes, e na eleição de 2016 eram milhares de candidatos a vereador, todos eles trabalhando para evitar essa abstenção. Nessa eleição só tinham candidatos ao governo e eles não conseguiriam atingir todas as comunidades. Houve um trabalho da Justiça Eleitoral no chamamento ao eleitor e vamos continuar nesta missão”, avaliou o presidente do TRE, desembargador Yedo Simões.