Os réus José Lauro Rocha da Silva e os irmãos Admilson Garcia da Silva e Adilson Garcia da Silva, acusados de envolvimento em turismo sexual, corrupção de menores e favorecimento de prostituição no Amazonas, vão depor na próxima terça-feira na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico Internacional de Pessoas do Senado.
Eles respondem a processo criminal (No. 0006327-13.2011.4.01.3200) na Justiça Federal do Amazonas. O processo aponta também Richard Wayne Schair, Juscelino de Souza Motta e Daniel Geraldo Lopes como praticante do crime.
Lauro Rocha da Silva é acusado de fornecer barcos e festas, nas quais meninas menores de idade são prostituídas. Os dois irmãos agiriam como guias turísticos. Todo o grupo aliciaria menores para oferecê-las aos turistas.
O caso chegou a CPI do Tráfico quando da realização da diligência em Manaus no dia 1º. de julho. A presidente da CPI, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), esclarece que a Comissão foi criada para investigar o tráfico de pessoas e suas consequências, rotas e responsáveis. “É um crime que abre as portas para vários outros crimes”, ressaltou.
A denúncia desse caso de turismo sexual foi enviada em janeiro deste ano Pelo Ministério Público e recebida pela 4ª. Vara da Justiça Federal do Amazonas. No dia 9 de julho o assunto veio à tona por meio de matéria publicada no jornal “The New York Times”, na qual foi noticiado que quatro mulheres brasileiras indígenas da cidade de Autazes (Amazonas) estão processando a empresa norte-americana de turismo Wet-A-line, do empresário Wayne Schair, pedindo danos morais. A Wet–Line atuava no Amazonas em parceria com a empresa nacional Santana Ecofish Safari.
Em entrevista concedida à mídia amazonense o delegado da Polícia Federal, Roberto Câmara, disse que a denúncia foi provocada por um “concorrente” da Santana Ecofish Safari.Segundo suas declarações, durante a investigação, foram constatadas que nas vendas de pacotes turísticos para a pesca esportiva, a prostituição com mulheres também estava incluída.
A Comissão foi instalada no dia 27 de abril com o objetivo de fazer um mapeamento da situação do tráfico no País, tipificar o crime e contribuir para a formulação de políticas públicas e campanhas educativas que somem para o fim desse crime. Os trabalhos iniciaram com 240 rotas de tráfico denunciadas. Manaus foi a primeira cidade a receber a CPI, que já realizou diligências também nas cidades de Belém, Salvador e Rio de Janeiro.
ERRATA: O Dr. Sílvio Pettengil Neto teve seu envolvimento no processo erroneamente citado na primeira versão do Release. Sua participação é a de PROCURADOR DA REPÚBLICA responsável pelas investigações.
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