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Representantes de 37 aldeias Mura de Autazes receberam equipamentos para ampliar o acesso à internet nas comunidades indígenas. A entrega faz parte do projeto Aldeia Mura Conectada, que também prevê a formação de 148 indígenas em informática.
Cada aldeia recebeu um kit formado por uma antena Starlink e um notebook. A proposta é permitir que as comunidades tenham maior acesso a serviços digitais, educação a distância, informação e comunicação, além de criar condições para o desenvolvimento de projetos locais.
O projeto foi proposto pelo Conselho Indígena Mura (CIM) e é desenvolvido em parceria com a Potássio do Brasil. A iniciativa integra o Plano Bem Viver Mura, que reúne ações sociais, culturais, de geração de renda e de fortalecimento institucional nas comunidades Mura de Autazes.
Além da instalação dos equipamentos, quatro indígenas de cada uma das 37 aldeias serão capacitados em informática. Com isso, 148 participantes deverão receber treinamento para operar as ferramentas e disseminar conhecimentos sobre o uso da tecnologia nas próprias comunidades.
O coordenador da Organização dos Estudantes Indígenas Mura, Aldeir Carvalho, destacou o impacto da conexão à internet principalmente para quem vive distante dos centros urbanos e depende do ensino remoto.
“A logística do nosso estado faz com que nossas aldeias fiquem muito distantes. Esse projeto conectará as comunidades para levar educação e formação tecnológica”, afirmou.
Carvalho citou a própria experiência com o ensino a distância. Ele concluiu recentemente o curso de Tecnologia em Gestão Ambiental pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) por meio dessa modalidade.

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Entre os beneficiados estão jovens das comunidades Guapenú e Multirão. Daimeson Cascais, da Guapenú, avalia que a conexão poderá reduzir dificuldades enfrentadas por estudantes indígenas.
“Esse projeto facilitará muito a vida dos estudantes, principalmente de quem estuda a distância ou busca capacitação”, disse.
Ana Kezia Esmealdo, também da Guapenú, relacionou o acesso à tecnologia à possibilidade de qualificação profissional e geração de oportunidades.
“Esse projeto é importante para mim e para minha aldeia porque leva conhecimento e pode ampliar as oportunidades de emprego, que ainda são muito difíceis para nós”, afirmou.
Allana de Oliveira, da aldeia Multirão, disse que a infraestrutura poderá ser usada pelos jovens para desenvolver novas iniciativas nas comunidades.

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O presidente do Conselho Indígena Mura, Kleber Mura, afirmou que o projeto nasceu de demandas apresentadas pelas próprias aldeias. Segundo ele, as necessidades das comunidades foram levadas pelo CIM à empresa parceira.
O diretor de Projetos da Potássio do Brasil, Raphael Bloise, afirmou que a iniciativa procura combinar infraestrutura de conexão com formação dos moradores.
“Mais do que entregar equipamentos, o projeto associa infraestrutura à capacitação, criando condições para que a tecnologia possa ser utilizada pelas próprias comunidades”, disse.
O Aldeia Mura Conectada integra o Plano Bem Viver Mura, ainda em desenvolvimento. O programa reúne iniciativas propostas pelo CIM nas áreas social e cultural, geração de renda e fortalecimento institucional das comunidades participantes.
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