
A maior parte desses recursos esquecidos, cerca de 63%, equivale a valores inferiores a R$ 10, somando R$ 5,3 bilhões. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Dados recentes divulgados pelo Banco Central (BC) apontam que mais de 6 milhões de brasileiros ainda não resgataram valores superiores a R$ 100 esquecidos em instituições financeiras. No total, cerca de R$ 998,5 milhões estão disponíveis para saque. O relatório também destaca que ainda há um total de R$ 8,5 bilhões a serem resgatados por aproximadamente 42 milhões de pessoas físicas e 3,6 milhões de empresas que possuem valores parados em contas inativas.
A maior parte desses recursos esquecidos, cerca de 63%, equivale a valores inferiores a R$ 10, somando R$ 5,3 bilhões. Já os valores na faixa entre R$ 10,01 e R$ 100 representam 25,32%, correspondendo a R$ 2,1 bilhões. Apenas 1,78% dos montantes esquecidos superam os R$ 1.000.
Nesta quinta-feira (12), a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que visa transferir os R$ 8,5 bilhões esquecidos para os cofres públicos. De acordo com a proposta, os titulares de contas bancárias sem movimentação terão um prazo de até 30 dias, após a publicação da lei, para solicitar o resgate desses valores.
O projeto agora aguarda sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Se aprovado integralmente, as novas regras entrarão em vigor imediatamente. Caso haja veto presidencial, caberá ao Congresso decidir se acata ou rejeita o veto.
A proposta gerou debate sobre o destino desses recursos. Para o governo, a medida pode ser uma forma de reforçar o caixa em tempos de necessidade fiscal. Contudo, os críticos argumentam que o dinheiro pertence aos cidadãos e empresas, e eles devem ter um prazo adequado para fazer os resgates antes que os valores sejam incorporados ao patrimônio público.
Os dados do BC mostram que os valores esquecidos estão distribuídos da seguinte forma:
– Até R$ 10: 63,01%;
– Entre R$ 10,01 e R$ 100: 25,32%;
– Entre R$ 100,01 e R$ 1.000: 9,88%;
– Acima de R$ 1.000,01: 1,78%.