07/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

CBA com personalidade, o depositário de esperanças

Publicado em 04 de maio, 2023

CBA com personalidade

CBA com personalidade para explorar o imenso banco biotecnológico da Amazônia

O Centro Biotecnológico da Amazônia (CBA) está pronto. Ganhou a chamada “personalidade jurídica”. Foi apartado da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Tem uma “organização sem fins lucrativos”, a Fundação Universitas de Estudos Amazônicos (Fuea), pronta para captar recursos e trabalhar projetos. Conta com dois trunfos preciosos, a própria Floresta Amazônica e a obrigatoriedade de investimento em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I).

Como funciona a lei de PD&I? As empresas da Zona Franca de Manaus (ZFM) submetidas à Lei de Informática recolhem 5% do faturamento bruto, deduzidos os impostos, para programas de PD&I.

É natural que ocorram estranhezas com a empresa “dona” do CBA. A Fuea nasceu em 2016 e, assim, aos sete aninhos de idade, aparece como vencedora do misterioso arranjo do órgão.

Vale lembrar: o CBA trata daquilo que os cientistas consideram o maior banco biológico do mundo, a Floresta Amazônica. No Estado onde esse patrimônio é mais preservado, mais pujante.

Houve um arranjo anterior, em torno do CBA, que, grosso modo, transformou uma dessas empresas iluminadas em mero atravessador de créditos. Simples assim. Ela, a empresa, tinha o direito de negociar os créditos de PD&I, em troca de comissões.

Agora é hora de encarar os fatos. A situação está posta. O CBA é a porta do Amazonas para a ansiada “alternativa à Zona Franca de Manaus (ZFM)”.

É preciso apoiar e fiscalizar. Sem apoio, outra vez, não acontecerá nada. A fiscalização é necessária, diante de tanto potencial, para decifrar a esfinge, que ainda é o CBA, e mostrar intolerância a qualquer escapada.

Há concorrência. As empresas, como a Samsung, foram se organizando para fazer frente ao gasto com os 5% sobre o lucro, menos impostos, destinados a PD&I. Enquanto o CBA dormia em berço esplêndido, nasceram diversos “bebês” que hoje nadam nesse manancial.

Agora a verba está sendo disputada quase no tapa.

Tomara que perguntas sobre o desenvolvimento do CBA sejam respondidas de forma positiva: Como será o relacionamento com a Ufam? E a UEA? E o Governo do Amazonas? E a Suframa?

Quando se fala do futuro do Amazonas é preciso atenção. O tema diz respeito a caboclo, indígena, gente humilde, espalhada nesse rincão, que precisa do desenvolvimento elementar. Eles preservaram a Amazônia e merecem que o produto dela ajude a combater a penúria em que vivem.

Veja mais notícias em Opinião

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.