
Três mirantes para Manaus, como o de São Vicente, que na foto é apresentado por Carlos Valente (falando) e o prefeito David Almeida. Foto: Marcos Santos
Manaus vai ganhar três mirantes. O Mirante Encontro das Águas Rosa Almeida, o Mirante de São Vicente Lúcia Almeida e o Mirante Ponta Negra. A inauguração dos três acontece, garante o prefeito David Almeida, até setembro de 2024. Eles são uma necessidade pressionada, de um lado pelos turistas e de outro pelas belezas naturais da cidade.
A capital da Zona Franca vinha levando um couro baiano no quesito mirante da, relativamente, pequena Boa Vista (RR). A capital de Roraima tem o Mirante Edileusa Lóz, homenagem a uma ex-vice-prefeita da cidade. Com seus 120 metros de altura, piso de vidro, um elevador social e outro panorâmico, o mirante já é a principal atração turística da cidade.
O Mirante Rosa Almeida tem a assinatura do falecido arquiteto Oscar Niemeyer. Foi idealizado, num gesto de ousadia, pelo atual diretor do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Carlos Valente, na gestão do então prefeito Serafim Corrêa (2005-2008). É irônico que, passados todos esses anos, somente David Almeida, que trouxe Valente para seu quadro, tenha tido a capacidade de realizar a obra.
O mirante oferecerá uma visão privilegiada do Encontro das Águas dos rios Negro e Solimões. Terá uma infraestrutura de parque, com bares e restaurantes, para receber visitantes.
Em obra acelerada, o Mirante Lúcia Almeida fica no começo da rua 7 de Setembro. Vai compor o Largo Thiago de Melo, em homenagem ao saudoso poeta. Oferecerá visão do rio Negro em vários ângulos e até contemplará inédita ligação da Ramos Ferreira e da Ponte de Aparecida com a 7.
Esse mirante, que descortina a ponte Jornalista Phellipe Daou, terá uma skyglass (piso de vidro) sobre o rio Negro. E um porto para os turistas de cruzeiro ou mesmo passageiros dos iates amazonenses.
O Mirante Ponta Negra, cujo projeto está em fase final, ficará atrás das barracas de coco do logradouro. A ideia é que, mesmo na maior vazante do rio Negro, permaneça dentro da água. Haverá dois pisos, no topo, sendo um para restaurante e o mais alto para o visitante se deliciar com a paisagem.
Parece muito, mas há espaço para mais obras desse tipo. A rodovia Manoel Urbano, a AM-070 (Manaus-Manacapuru), por exemplo, podia ter point views (pontos de visão) espalhados ao longo de seu trajeto. A Floresta Amazônica é variada e ainda pujante lá. A própria ponte sobre o Negro ainda não tem um local para facilitar fotografias, com infra de estacionamento. Os fanáticos por Instagram iam se deliciar.
Mirantes são uma das propostas turísticas que Jayme Benchimol, na quase profética conferência sobre alternativas à Zona Franca, deixou bem definidas. Vêm três aí. Que venham mais ainda.