A reunião do Conselho de Administração da Suframa (CAS), hoje (24/03), por pouco não foi transferida. O presidente Lula está com pneumonia e até adiou viagem à China. O vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, estrela do CAS, insistiu em manter a agenda. Foi por pouco e com grande correria dos cerimoniais do Governo do Estado e Suframa, para amenizar os estragos de um possível cancelamento. Mas deu tudo certo.
Geraldo Alckmin chega às 14h30. Será recebido e acompanhado pelo governador Wilson Lima, o prefeito David Almeida, o superintendente da Suframa, Marcelo Pereira, e a bancada federal do Amazonas. Segue para o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA). Daí parte para o Vasco Vasques, onde acontece a reunião propriamente dita. Finalmente, o vice participa de jantar da Fieam e Cieam. E, às 20h30, retorna a Brasília.
A expectativa é que Alckmin anuncie a personalidade jurídica do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA). É algo aguardado desde o governo Fernando Henrique, quando o CBA foi fundado.
Marcelo Pereira e equipe fazem reunião robusta do CAS. Serão apreciadas 59 proposições. São 44 projetos industriais, somando R$ 1,5 bilhão em expectativa de investimento e 1,6 mil empregos.
A Signify Iluminação Brasil Ltda. é a grande novidade da reunião do CAS. É empresa subsidiária da gigante Phillips, que retorna à Zona Franca, após a saída, em 2016.
A Signify vai produzir em Manaus luminária com fonte de luz em estado sólido. É uma pequena revolução da indústria. A transformação de raios ultravioleta em luz branca, com alta luminosidade.
Há duas canetas que atuam em reunião do CAS. A do superintendente pode autorizar ampliação ou diversificação de empresas já instaladas. O presidente do CAS, Alckmin, fica com os projetos de instalação, isto é, novas indústrias.
A Prefeitura está tentando remover uma estrutura metálica, corroída pelo tempo, que aparece bem no meio do rio Negro. Tudo indica que é uma desativada estação de captação de água, pertencente à antiga fábrica de cerveja Miranda Corrêa, depois Heineken.
O “lixo” fica bem no centro de visão do Largo de São Vicente e Mirante Lúcia Almeida. Ambos, em construção, no início da avenida Sete de Setembro, terão a visão do rio como principal atrativo. Quem olhar para a ponte Phelippe Daou, por exemplo, a partir da skyglass do Mirante, verá a geringonça.
Os espumantes Salton, Garibaldi e Aurora estão de volta às prateleiras do Carrefour. Foram retirados na repercussão do escândalo do trabalho análogo à escravidão, no Rio Grande do Sul, conforme a coluna noticiou. Voltam uma semana depois.
As vinícolas de Bento Gonçalves, acusadas de usar 200 trabalhadores, em condições sub-humanas, na colheita das uvas, fizeram acordo com a Justiça do Trabalho.
Difícil entender, no acordo vinícolas-Ministério Público do Trabalho, a divisão do dinheiro. Foram pagos R$ 7 milhões, a título de indenização. Os trabalhadores receberam penas R$ 2 milhões. Outros R$ 5 milhões foram para “instituições que combatem situações semelhantes”. Ou seja, o pessoal de terno e gravata ou que faz passeata ganhou mais que quem comeu o pão que o diabo amassou.
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