04/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Argentina campeã! Viva os hermanos rivais que a gente adora

Publicado em 19 de dezembro, 2022

Argentina campeã

Argentina campeã, o time que fez jus à garra sul-americana

Há dois países no mundo, nos quais o futebol significa mais: Brasil e Argentina. Quando um dos dois ganha, o mundo daqueles meninos, que dedicam a vida ao esporte, se enche de magia. A vida ganha novas cores e até o sofrimento, característico dos países de Terceiro Mundo, soa menor. E é assim, ainda bem!, dos guetos africanos às vielas asiáticas e europeias. Há festa quando o futebol-arte ganha.

Às favas a rivalidade. Viva a Argentina. Viva o título que é a cereja do bolo de um ícone, um monstro, um… ah, os vencedores estão acima dos adjetivos. Viva Messi!!!

Macron, o presidente da França, vibrou, chorou e não arregou no final, indo ao campo e cumprimentando os jogadores, embora derrotados. Que sirva de exemplo porque, afinal, não há líderes sem sentimento.

Foi, em resumo, uma final épica, carregada daqueles momentos que só o esporte pode oferecer, numa montanha-russa de emoções.

Que jogo emocionante. Que partida de Mbappé, esse craque que é o maior do mundo na atualidade, no momento de maior brilho, em Copa do Mundo, de um Messi que reina nas últimas décadas.

Como não registrar o momento espetacular de um dos maiores, Ánjel di Maria, o cracaço que a vida transformou em coadjuvante, por ter nascido na geração Lionel Messi-Cristiano Ronaldo, mas que também está acima dos mortais?

Nós, os brasileiros, por mais doloroso que seja, temos que admitir a falta do ingrediente de garra e ousadia, no momento da Seleção Brasileira. A geração é promissora. O hexa virá, com a maturidade de Vini Jr., Rodrigo e companhia. Quem sabe com a competitividade de um Abel Ferreira, o português mais canarinho de todos?

Por fim, a Argentina é tri, Itália e Alemanha são tetra e o Brasil é penta. Porque essas coisas a gente não deixa por menos??.

 

Argentina

Por que Argentina? Porque trata-se de um país, a poucos quilômetros do Brasil, onde os brasileiros são cada vez mais bem recebidos. Somos os países dos vinhos, eles dos tintos, Malbec, Cabernet Franc, Bonarda… Nós dos espumantes. Irrelevante? Não. Nem vamos discutir idiossincrasias.

É fato que comprar 55 pesos argentinos com apenas R$ 1 e pagar R$ 300, numa conta que no Brasil não seria menos que R$ 3 mil, enche a alma dos que não entendem o sofrimento do povo. Mas a garra e a entrega argentinas no futebol mostram que estamos juntos, nas vitórias e nas derrotas, como sobreviventes da crueldade colonialista.

É dia de dizer “viva Messi!!!” Viva o futebol do time que perdeu na estreia, foi massacrado pela opinião pública e hoje é campeão.

Viva o cara que nasceu na Argentina, foi se tratar em Barcelona, aos 13 anos, e hoje é… Messi. Não precisa dizer mais.

Messi ou Pelé? Messi ou Maradona? Messi ou… Hoje é, simplesmente, Messi.

Que esta geração saiba referenciar este momento: Messi campeão da Copa do Mundo, a cereja do bolo do craque, à beira da aposentadoria, com hat-trick da estrela nascente de Mbappé. Épico. Cinematográfico. A taça, enfim, valorizada pelo gigantismo francês, está nas mãos de quem merece.

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