
Cúpula do PSDB fecha com Arthur e anuncia nesse post (foto), na conta oficial do partido no Twitter
A cúpula do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) fechou com o ex-prefeito Arthur Virgílio, quanto à condução da eleição no Amazonas. Isso significa que a sigla está com as portas abertas para receber o ex-governador Amazonino Mendes, que busca um abrigo para disputar o Governo do Estado. O senador Plínio Valério (PSDB-AM), que havia sinalizado rebelião, impondo a própria candidatura, parece ter sido derrotado.
A conta oficial do PSDB no Twitter divulgou foto de Arthur ao lado do presidente nacional do partido, o ex-ministro das Cidades, no governo Michel Temer, Bruno Araújo. “O PSDB Nacional confia na condução do Presidente Estadual no Amazonas, o ex-prefeito e ex-senador @Arthurvneto, na construção das alianças para o futuro do Estado no pleito de 2022”, diz a nota que acompanha a fotografia.
Plínio Valério se elegeu em movimento do então prefeito Arthur Virgílio para tentar barrar a reeleição do senador Eduardo Braga (MDB-AM). Braga, por imposição do então presidente Lula, foi o principal responsável por tirar o mandato no Senado de Virgílio, apoiando e elegendo Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).
Para completar, Arthur havia levado um golpe inesperado, às vésperas da eleição, quando o ex-prefeito Alfredo Nascimento passeou e andou para o apoio dele ao Senado.
Os candidatos às duas vagas ao Senado pelo Amazonas, em 2018, foram Alfredo Nascimento (PL), Eduardo Braga (MDB), Hissa Abrahão (PDT), Luiz Castro (Rede), Luiz Fernando Santos (Psol), Plínio Valério (PSDB), Rondinelly Fonseca (Psol) e Vanessa Grazziotin (PCdoB).
Os eleitos foram Eduardo Braga (reeleito) e Plínio Valério. Luiz Castro, único a apoiar o candidato ao governo eleito, Wilson Lima, terminou em terceiro, a poucos votos de Braga.
Nesta eleição, dono do mandato de senador, Plínio havia anunciado que o lançamento da candidatura dele, ao Governo, ocorreria na terça-feira (15/03). Deu declarações fortes, dizendo que o partido queria “um candidato tucano” e rechaçando Arthur e Amazonino. O ato não aconteceu, num sinal de que a guerra de braço ainda não havia terminado.
Tudo indica que o atual senador se aliou com a bancada tucana no Senado e menosprezou a ligação com a cúpula nacional. Os senadores tucanos são Izalci Lucas (DF), José Aníbal (SP), suplente do licenciado José Serra (SP), Mara Gabrilli (SP), Rodrigo Cunha (AL) e Tasso Jereissati (CE).
O comando do PSDB, hoje, é inteiramente ligado ao governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência, João Dória Jr. Bruno Araújo, o presidente, é tido como expoente dos “cabeças pretas”, em oposição à cúpula tradicional, os “cabeças brancas”. Ele sucedeu no cargo a Geraldo Alckmin, que agora aparece como virtual candidato a vice-presidente, na chapa de Lula. Fica até 31/05.
Amazonino, enquanto isso, busca um abrigo mais seguro. As especulações são de que estaria praticamente acertado com o Partido Verde (PV), sigla presidida no Amazonas pelo atual presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Roberto Cidade.
O problema é que Roberto Cidade, considerado a mais nova “raposa” da política estadual, é ligado ao governador Wilson Lima.
A vitória interna de Arthur Virgílio – o adversário histórico de Amazonino – pode ser a tábua de salvação que o ex-governador buscava ansiosamente. O martelo só estará batido, no entanto, com a filiação partidária, cujo prazo final é 1º de abril, e a confirmação da candidatura.
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