Hoje, distante, vejo os rumores da comemoração dos 169 anos de fundação de Parintins. O coração aperta. É meu chão, é minha raiz. É onde estão meus pais e meus irmãos, todos eles, em idílico encontro no plano espiritual.
Parintins aniversaria e ouço o murmúrio do rio. Sim, ao passar pela Ilha Tupinambarana, ele não corre, murmura, em sons misteriosos.
É uma terra de serra, onde Chico César, em “Parentes”, diz que “balança nas águas do negro”, numa referência aos lagos do Aninga e Parananema.
É dele mesmo, Chico César, a definição da terrinha: “Onde a índia é, onde ainda sou. Onde o pé criou asas e voou”. É só olhar pras cunhãs, no Festival Folclórico, para ver.
Escrevo navegando. Perdendo sinal de internet. A caminho das melhores lembranças de Zé Caiá, meu pai, pescador. Ele sabe o quanto estou cheio de saudades. Dele. E da nossa Parintins.
“O rio manso a murmurar…” Parabéns, terra querida.