
A agroindústria, montada em uma balsa, está ancorada em Coari desde 25 de maio, e continuará até atingir a meta de 200 toneladas de açaí. Foto: Divulgação/Idam
Agricultores familiares de Coari (a 363 quilômetros de Manaus), que trabalham com o cultivo de açaí, estão sendo mobilizados pelo Governo do Amazonas, por meio do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável (Idam), para a comercialização direta da produção para a agroindústria flutuante de beneficiamento do produto. Coari é o primeiro município do Amazonas a receber a agroindústria, com capacidade para armazenar até 300 toneladas de polpa de açaí.
A agroindústria, montada em uma balsa, está ancorada no município desde o dia 25 de maio, e continuará até atingir a meta de 200 toneladas de açaí. O quilo está sendo comprado por um valor que varia de R$ 2 a R$ 2,30, e a compra diária é de aproximadamente 400 sacas do fruto.
O projeto da balsa flutuante foi idealizado pela empresa Bertolini Transportes, que é inédito no Brasil, e está possibilitando que os agricultores e extrativistas comercializem de forma direta seu produto, sem a figura do atravessador.
A agroindústria possui três câmaras frigoríficas, cada uma com capacidade para armazenar até 100 toneladas de polpa de açaí. É esperado que a cada 30 dias, a balsa volte a visitar a cidade seguindo o calendário da safra do açaí no estado, onde a maior oferta do fruto está entre fevereiro e junho.

Foto: Divulgação/Idam
De acordo com o gerente do Idam em Coari, Adilson Alves, a chegada da usina flutuante vai gerar emprego e renda, além de beneficiar o município e todos os agricultores familiares, principalmente os extrativistas. “O objetivo é realizar a compra direta dos coletores de açaí, valorizando a produção local e movimentando a economia do município”, disse.
Ainda segundo Adilson, as ações já iniciaram com a compra e processamento dos frutos de açaí. “A atividade é realizada direto na balsa flutuante, que ficará no município durante a safra do açaí. Frutas como acerola, manga, maracujá e graviola também podem ser processadas”.
O gerente explica que, além da produção, a parceria é importante porque permite a comercialização segura com a emissão de Notas Fiscais do Produtor, que é possível com o auxílio do Cartão do Produtor Primário (CPP) emitido exclusivamente pelo Idam.
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