
Mudança ocorre após o recesso do Judiciário e coloca o ministro à frente da pauta de julgamentos envolvendo a investigação em 2026 e 2027. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) terá uma mudança no comando a partir de agosto. Com o fim do recesso do Judiciário, o ministro Luiz Fux substituirá Gilmar Mendes na presidência do colegiado, conforme o sistema de rodízio previsto no Regimento Interno da Corte.
A alteração acontece em um momento considerado estratégico para o andamento do chamado caso Master, que ainda terá novas fases de investigação e processos analisados ao longo de 2026 e 2027, incluindo o período eleitoral.
Pelas regras do STF, a presidência das Turmas é exercida pelo ministro mais antigo entre os integrantes que ainda não ocupou a função. O mandato tem duração de um ano.
Como presidente da Segunda Turma, Fux será responsável por organizar a pauta de julgamentos, definir o calendário das sessões e conduzir os trabalhos do colegiado. A função também permite influenciar o ritmo de tramitação dos processos ao estabelecer quando cada caso será levado a julgamento.
Além das atribuições administrativas, caberá ao ministro abrir e encerrar as sessões, coordenar os debates entre os integrantes da Turma e garantir o cumprimento das normas processuais durante as deliberações.
A chegada de Fux ao comando ocorre em meio às discussões envolvendo a condução do caso Master. O ministro tem acompanhado, em linhas gerais, as decisões do relator, André Mendonça, especialmente nas questões relacionadas às prisões preventivas determinadas durante a investigação.
O cenário contrasta com a atuação de Gilmar Mendes, que tem feito críticas públicas à condução do processo. Em entrevista recente, o ministro questionou a participação do relator nas negociações da delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, afirmando que esse procedimento não estaria previsto na legislação.
As divergências entre Gilmar Mendes e André Mendonça já haviam ficado evidentes durante o julgamento envolvendo a prisão de Henrique Vorcaro. Na ocasião, Gilmar defendeu a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar e criticou aspectos da condução da investigação, traçando comparações com métodos utilizados na Operação Lava Jato.
Com a mudança na presidência, a expectativa é de que a dinâmica dos julgamentos da Segunda Turma passe por alterações, uma vez que o presidente do colegiado exerce papel relevante na definição da pauta e do andamento dos processos.
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