
De Bangladesh ao Líbano, países arrastam multidões por torcida ao Brasil
A Seleção Brasileira é um sucesso global. Em todas as edições de Copa do Mundo da FIFA™, a equipe canarinho conta com o apoio de torcidas apaixonadas em diversos continentes. O fenômeno se repete de forma expressiva em locais distantes como Bangladesh, Líbano, Índia, Paquistão e Jamaica, onde milhares de torcedores ocupam ruas e restaurantes transformando a camisa amarela em símbolo de pertencimento.
Essa identificação coletiva já havia ganhado forte repercussão na Copa de 2022, no Catar, país que atraiu expressivos contingentes de trabalhadores indianos, paquistaneses e bengalis. Em 2026, a tradição se reafirma, inclusive com vídeos virais nas redes sociais.
O fenômeno é especialmente expressivo em Bangladesh, país que nunca disputou uma Copa do Mundo e ocupa a 181ª posição no Ranking Mundial Masculino da FIFA/Coca-Cola. Diante da ausência da equipe local no Mundial — que foi eliminada na primeira fase das eliminatórias asiáticas — a população adota a potência dos pentacampeões mundiais como tradição de família. Shanur Rumen, fotojornalista bengali que hoje reside no Brasil, explica a origem dessa relação cultural.
“A paixão de Bangladesh pelo Brasil é muito antiga. De Pelé a Ronaldo, Ronaldinho e Neymar, gerações se apaixonaram pelo futebol brasileiro. O Brasil representa o futebol bonito, e esse amor passou de geração em geração”, contou Shanur à FIFA.
Inclusive, a decisão do jornalista de se mudar para o Brasil tem relação com o futebol. “Minha paixão pelo futebol brasileiro foi o que me trouxe até aqui. Sou jornalista esportivo e sempre sonhei em mostrar aos brasileiros o quanto o nosso povo ama a Seleção. Hoje vivo aqui para contar essas histórias e aproximar os dois países pelo futebol — para mostrar que, mesmo tão distantes, estão unidos pela mesma paixão”, explicou.
O engajamento com a camisa amarela se repete em outras culturas por razões distintas. No Líbano, por exemplo, a torcida pelo Brasil se apoia em um forte vínculo emocional, decorrente do histórico de imigração entre as duas nações.
A consolidação desse cenário internacional também é impulsionada pelo desenvolvimento dos meios de comunicação. A revelação constante de ídolos, de Pelé a Vini Jr., sustenta o fenômeno mesmo diante do jejum de 24 anos sem títulos mundiais.
“Hoje os jovens acompanham mais os clubes europeus. Mas, quando chega a Copa do Mundo, a paixão pela seleção brasileira continua muito forte. Muitos não imaginam que países tão distantes amem tanto o Brasil. Eu sempre digo que o futebol criou essa ponte”, analisou Shanur.