
Candidatos entram na reta final da busca por votos para a Prefeitura de Manaus. Foto: Divulgação
O horário eleitoral gratuito tenta se adaptar aos novos tempos. Aquelas intermináveis duas horas diárias, de manhã e de tarde, agora estão fragmentadas em comerciais e apenas dois blocos diários de 10 minutos. Acabou o espaço dos vereadores no “blocão” e eles têm somente 40% dos comerciais. A audiência esteve no chão. Faltando nove dias para o pleito, em 15/11, o eleitor tende a tirar o “mute” da TV ou parar de zapear nos canais pagos. Os candidatos sabem que precisam do máximo de atenção em cada comercial. Marqueteiros recomendam a repetição dos melhores momentos. Chegou a ‘hora H”.
O estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, era administrado pela Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro (Suderj). O autofalante do estádio dava os avisos, substituições, renda, público etc., começando com um “a Suderj informa…”. Virou bordão nacional.
Então, só para recordar, a Suderj informa: a propaganda eleitoral vai até quinta da semana que vem (12/11); a do 2º Turno deve iniciar 48 horas após a proclamação do resultado, ou seja, quarta (18/11), muito provavelmente. O 1º Turno ocorre em 15/11 e o 2º Turno em 29/12.
PS: O Maracanã continua pertencendo ao Estado do Rio, mas o Flamengo é o atual administrador do estádio.
Veja, a seguir, as estratégias dos candidatos na reta final:
Amazonino Mendes
“O pai tá on” continua sendo o slogan da campanha, mas o Negão vai se manter “off”. Ele está relançando todos os programas que marcaram gestões anteriores, como o “leite do meu filho”. E quer reavivar no eleitor a lembrança de que iniciou a UEA, prometendo criar uma “universidade municipal”. Os marqueteiros tentam, de todas as formas, manter “o pai em off” porque toda vez que ele fala na TV destrói o marketing.
David Almeida
Líder do segundo lugar e mais próximo da vaga no 2º Turno, o ex-presidente da Assembleia e ex-governador interino mira Amazonino, mas não perde de vista os adversários abaixo. Sabe que precisa diminuir a diferença agora e evitar que o Negão continue correndo solto, sem oposição. Precisa, no entanto, dosar o combate, para garantir a vaga.
Ricardo Nicolau
Principal alvo, inclusive jurídico, de David Almeida e Zé Ricardo, tem sido atacado até por Amazonino. O irmão dele, Beto Nicolau, administra a campanha com mão férrea. Dizem que está pagando os compromissos em dia, o que tem sido um diferencial na política local. O trabalho de 300 candidatos a vereador, arregimentados na pré-campanha, tem sido fundamental no crescimento do candidato.
Zé Ricardo
Carrega o peso da alta rejeição do PT. Tirou o vermelho da campanha e adotou o branco. Tomou de vez a Kombi, marca do ex-deputado Praciano, e se tornou o “Zé da Kombi”. O mandato muito fraco, como deputado federal, vai pesar na reta final.
Alfredo Nascimento
Apontado como dono da maior de todas as rejeições, desde o início da campanha, Alfredo não conseguiu decolar. Está empatado com o Capitão Alberto Neto, em 5º lugar. Busca apenas marcar o nome e retardar a tendência de ser expelido da política, depois de não conseguir se eleger deputado federal.
Capitão Alberto Neto e Coronel Menezes
Os dois maiores preliantes da busca pelo “voto Bolsonaro” patinam. Alberto, à frente do adversário direto, está se distanciando de David, Nicolau e Zé Ricardo, na luta pelo 2º Turno. Menezes parece mais preocupado em captar, com smartphones, uma ou outra frase do presidente com seu nome. E vai colhendo decepções, como a do vice-presidente, amigo e ex-chefe, General Mourão, que se negou a comparecer em ato político dele.
Chico Preto, Romero Reis, Marcelo Amil e Gilberto Vasconcelos
Sem conseguir o primeiro ponto nas pesquisas, os três candidatos deveriam ter humildade e reconhecer o fracasso. Seria o melhor caminho para recomeçar. Registre-se o belo trabalho de Romero Reis no Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico de Manaus (Codese). O empresário, entretanto, cometeu o erro de achar que estava eleito, atraindo a atenção de meia dúzia de empresários e fazendo planos, sem nenhuma ação física, concreta. Chico Preto investiu quatro anos de mandato em ataques diários ao prefeito Arthur Virgílio e em lives onde a principal atração foi o próprio umbigo. Marcelo Amil enterra o PCdoB que, com o PSTU de Gilberto, colhe os frutos da atuação de Vanessa Grazziotin no Senado.
Fatia considerável do eleitorado, mostram as pesquisas qualitativas, espera um sinal dos candidatos. Quer alguém que mostre, cabalmente, que considera Manaus maior que ele.
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