
Foto: Elisa Garcia Maia/Aleam
A operação deflagrada pela Polícia Federal, na manhã desta quinta-feira (8/10), no Estado, dominou os debates na sessão Plenária da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Ação é um desdobramento da Operação ‘Sangria’, que apura denúncias de corrupção na saúde pública do Estado durante a pandemia de Covid-19.
A operação desta quinta teve como alvos: Rodrigo Tobias (ex-secretário de Saúde do Amazonas), Dayana Priscila Mejia de Souza (ex-subsecretária de Atenção à Saúde em Manaus), Ronald Gonçalo Caldas Santos (engenheiro clínico), Gutemberg Leão Alencar e o médico Luiz Carlos Avelino Junior (marido da ex-secretária de Comunicação do Governo, Daniela Assayag).
Parlamentares da oposição criticaram o governo durante pronunciamentos na Aleam. Segundo o deputado estadual Serafim Corrêa (PSB), os resultados da CPI da Saúde abriram caminho para a apuração de suspeitas de corrupção.
“O que eu espero é que, a partir de agora, o Governo do Estado tenha responsabilidade de respeitar a Lei do SUS, porque respeitando a lei do SUS o poder público respeita o recurso empregado e as pessoas que dependem da saúde pública. A CPI era vista como algo de quem era oposição ao governo, mas não éramos contra o governo e sim contra aquilo que estava errado”, disse.
Dermilson Chagas (Podemos) também exaltou a CPI da Saúde. “Muito do que está sendo feito é desdobramento das apurações da CPI, porque foi ela quem mostrou o passo a passo do esquema dos respiradores, por exemplo, sendo que o caso dos respiradores é apenas um dos nove casos de corrupção apontados pela CPI”, afirmou.
“Sugiro a criação de uma CPI para investigar as Organizações Sociais (OSs) e as Parcerias Público Privadas (PPPs)”, disse Wilker Barreto.
Nesta quinta, a PF no Amazonas deflagrou a segunda fase da Operação Sangria, por meio da qual são investigados fatos relacionados a possíveis práticas de crimes, como pertencimento a organização criminosa, fraude em licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.
Foram feitas buscas na casa da ex-secretária de Comunicação do Amazonas Daniela Assayag, e entre os mandados de prisão estão o esposo de Daniela, Luiz Carlos Avelino, que é médico, o ex-secretário de Saúde, Rodrigo Tobias, a secretaria executiva de Atenção Especial à Saúde, Dayana Mejia de Souza, o gerente da secretária de Saúde, Ronaldo Gonçalo Caldas Santos, e o empresário Gutemberg Alencar.
A ação contou com apoio do Ministério Público Federal e da Controladoria-Geral da União.
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