
O panavueiro de Josué Neto (centro), renunciando ao governo para comandar resistência a projetos importantes do Governo do Estado, o coloca em rota de colisão com Wilson Lima (esquerda) e Carlos Almeida, que ele vinha cultivando?
Wilson Lima está na cúpula do clima, em Madri. Carlos Almeida acompanha a votação da Lei de Informática, em Brasília. Com governador e vice viajando, o presidente da Assembleia, Josué Neto, assume o Governo do Estado, certo? Errado. Josué entregou o governo para o presidente do Tribunal de Justiça, Yedo Simões, o próximo na sucessão. Consta que teria justificado: “Há projeto em pauta que diminui o repasse estadual para os poderes”. Não havia. Mas o presidente voltou para a Assembleia e tentou, sem conseguir, derrubar os projetos governistas. O que houve? Erro de assessoria? Difícil de entender.
A Petrobras deve, há anos, uma multa lavrada por equipe especializada da Sefaz. Refere-se a ICMS do uso do gás natural de Coari. A empresa mantém contencioso jurídico e vai adiando o pagamento. Agora, o Estado conseguiu acordo que retira juros e multa para que a empresa pague o principal. A negociação foi submetida e aprovada no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Entram gordos R$ 240 milhões nos cofres estaduais. Resta apenas a Assembleia aprovar o arranjo. Esse é o projeto que Josué viu como ameaça ao repasse dos poderes. Estava enganado, como ficou claro. Os deputados aprovaram a proposta governamental.
Outro projeto votado pela Assembleia nesta terça (10/12) autoriza o Governo do Estado a emprestar R$ 1 bilhão do Banco Mundial. Trata-se de dinheiro a juros baixos, para investimento em setores como saneamento básico e saúde. Josué Neto tentou barrá-lo. E, novamente, por 18 votos a 3, não conseguiu.
Há quem veja, na postura do presidente da Assembleia, motivações na eleição do ano que vem. Josué Neto renunciou, há pouco tempo, à postulação ao cargo de prefeito de Manaus. Teve problemas dentro do partido dele, o PSD, do senador Omar Aziz. Tirou a pressão. Mostrou capacidade de renúncia, uma virtude rara nos políticos. Agora, tentando voltar ao jogo, terá que mostrar maturidade. Esta terça, definitivamente, depois de escaramuças com colegas nos corredores da Assembleia, não foi dia feliz neste segundo quesito.
O empresário Roberto Carlos Costa Bignami, 44, o Beto, preso sob acusação de clonar carros de luxo, não administra panificadora. Ele é, na verdade, filho da proprietária, mas se dedica, há anos, ao negócio de carros.
Os presidentes dos bumbás Caprichoso e Garantido eliminaram as chances da TV Record transmitir o Festival de Parintins. Alegaram “ética” e ficaram com a TV A Crítica. Proposta da Record? Casa, comida e roupa lavada. Ou melhor: transmissão pela Record Internacional, TV Record, Record News, portal R7 e PlayPlus. Fora o pagamento da multa contratual e aumento da parcela dos bumbás. O que veio em troca da permanência na emissora da Rede Calderaro? Tudo indica que, para os bumbás, nada.
O parintinense Pedro Garapeiro, que saiu de casa 9h, na Cidade Nova 2, e sumiu, tinha um objetivo. Queria visitar o filho, em Parintins. Perdeu o barco por pouco tempo – saiu 10h e ele chegou logo depois – e resolveu esperar o dia seguinte. Resgatado pela família fará festa, no domingo, regada a caldeirada de bodó. Depois vai ver o filho. O que bateu mesmo foi uma baita saudade da terrinha.
A médica e ex-presidente do Conselho Regional de Medicina do Amazonas (Cremam), Auxiliadora Brito, conta história parecida. Um paciente sumiu do hospital. Horas depois de tremendo alvoroço, à procura dele, ela o encontra no corredor. “O que houve, afinal? Por que você sumiu?” E ele, calma e placidamente: “Ah, doutora, eu fui só lá no porto, comprar um pente!”?
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