
Desistência de Josué Neto (foto), briga pela transmissão do Festival de Parintins e os temas da semana. Foto: Joel Arthus
O presidente da Assembleia Legislativa, Josué Neto, desistiu de concorrer à Prefeitura de Manaus. Razão número 1: o pai, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Josué Filho, sempre foi contra. A segunda é que os negócios, a rádio Band FM e a administração da Assembleia, exigem presença dele. E, para coroar, a candidatura não decolou, nem as esperadas adesões se fizeram públicas. Neto sai do pleito para virar uma das alianças requisitadas na campanha de 2020. Saiu magoado e reconhecendo que ninguém se elege prefeito de Manaus sem ter um partido para chamar de seu.
O prefeito Arthur Virgílio Neto e o governador Wilson Lima tomaram algumas decisões referentes à disputa da Prefeitura de Manaus. Olharão com lupa as chances dos candidatos. Terão pesquisas próprias – nenhuma para publicar – e só apoiarão quem tiver chance real.
O portal ouviu especialista sobre o decorrer do julgamento do delegado Gustavo de Castro Sotero. “Perícia tem função estrita, definida em protocolos internacionais. Perito contratado para corroborar tese de defesa ou de acusação? Nunca vi isso”.
Manaus já viu boi voar em Tribunal do Júri. Num desses momentos, com a condenação do cliente dada como certa, um famoso advogado chamou a imprensa. Anunciou que ia revelar o verdadeiro culpado do homicídio e ganhou manchete no principal jornal da cidade. Dia seguinte, começo das alegações, o promotor pede a palavra e se dirige a ele: “Gostaria, senhor juiz, de pedir ao ilustre advogado que cumpra a promessa de revelar o verdadeiro culpado desse crime”. E o advogado, dirigindo-se aos jurados: “Senhores do conselho, vocês estão vendo? O promotor não sabe quem é o culpado e quer que eu revele? Eu é que tenho de saber? A obrigação é sua”. Absolveu o cliente por 7 a 0.
A experiente defesa do delegado Sotero, que matou o advogado Wilson Justo Filho, parece querer criar algo como descrito acima. Vai jogar luzes em temas periféricos, tentando confundir o júri. O julgamento, depois dos problemas na lista de jurados, está marcado para dias 27, 28 e 29 de setembro.
O inquérito que apura a morte do engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos empacou. A polícia teria feito pedidos à Justiça que ainda não foram julgados. O resultado, que poderia ter saído na semana seguinte ao crime, ainda vai demorar.
É o Legislativo que faz as leis. Executivo e Judiciário as cumprem. Essa é a regra geral da República Brasileira. Problema é parlamentar não entender nada de administração. Exemplos? Emendas parlamentares, dinheiro do contribuinte que o governo gasta de acordo com a vontade dos deputados e senadores. Eles destinam dinheiro insuficiente para obras e acabam por inviabilizá-las.
Pior são as emendas, simplesmente, abandonadas. É o caso de emenda do ex-deputado estadual e atual deputado federal José Ricardo (PT-AM). Ele destinou R$ 100 mil para habitação (titulação de terras no bairro Castanhal, em Parintins). Não fez processo, nem plano de trabalho. O dinheiro é insuficiente e o prefeito Bi Garcia, se brigar pela emenda, terá que complementar do orçamento da Prefeitura. Resultado: a emenda vai para o lixo.
Está aberta a temporada de disputa pela transmissão do Festival de Parintins. A TV Record chamou presidentes de bumbás e propôs transmitir a festa nacional e internacionalmente. Tudo que os bumbás sempre sonharam.
Como todo contrato, o da transmissão do Festival de Parintins tem multa rescisória. Dizem que se trata de um documento “orelha de freira”. Está assinado, em alguma gaveta, mas não tem registro em cartório. Isso é mera formalidade. Babá Tupinambá, presidente do Caprichoso, teria assinado uma prorrogação, dias antes de sair, por cinco anos. E A Crítica, como tem sido comum, já adiantou dinheiro para os presidentes. Os dirigentes não responderam nada em definitivo. A Record, que tem dinheiro para bancar qualquer aposta, espera. A novela apenas começou.
A Rede Record era retransmitida no Amazonas pela TV A Crítica. Romperam este ano. A Record tirou metade da equipe da ex-aliada. Montou programas locais parecidos. Os dois lados se odeiam. Ambos falam em traição. Trata-se de uma briga comercial dos dois lados. Os bumbás, que não têm nada com isso, precisam decidir pelo melhor para o Festival de Parintins. A festa, afinal, é fruto do suor de gente simples e em torno dela gira a economia parintinense.
A exclusividade na transmissão do Festival de Parintins não interessa a ninguém. Nem mesmo à TV A Crítica. A emissora faz a melhor transmissão de todos os tempos e esse know how representa enorme diferença. Inclusive para os patrocinadores e os telespectadores que, zapeando nos canais, veriam a diferença. As outras emissoras teriam muito que correr atrás. Os bumbás, protagonistas da festa, estão represados em Manaus. As outras emissoras entendem que falar de Garantido e Caprichoso é colocar azeitona na empada da concorrente. A melhor saída é pagar a multa, anular o contrato e abrir para quem quiser comprar cotas. O ideal seria exclusividade nacional e internacional para Record e taxa (R$ 200 mil? R$ 300 mil?) para transmissões estaduais. Quem paga a cota do leão é o Governo do Estado. Sempre. O melhor, então, é que prevaleça o interesse público, numa festa que é Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. E os bumbás, que sempre ficaram a reboque, têm a chance de negociar altivamente.
A música (?) “Caneta Azul” de tão ruim provocou saudades de Fuscão Preto.
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