
Caso Flávio (foto), o engenheiro cuja morte é lamentada por amigos e familiares, ainda passa pelo Ministério Público Estadual e júri popular
A Delegacia de Homicídios já tem todos os elementos para elucidar a morte do engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos. O delegado Paulo Martins só está montando o quebra-cabeças e a qualquer momento anuncia o resultado. Será o fim do sofrimento da família e a vítima poderá descansar em paz? Não. O inquérito é apenas o primeiro passo de uma série. Todo o material será enviado ao Ministério Público do Amazonas (MPAM), ao qual caberá a formulação das denúncias. Depois vem o julgamento, pelo Júri Popular. Há muito sofrimento ainda, para todos que esperam justiça.
A confissão feita pelo ex-militar do Exército Mayc Vinícius Teixeira Parede não é novidade. Ela foi feita quando ele foi preso, dia 04/10. A delegacia especializada começou, desde então, a investigar as informações contidas na confissão. O que houve, na terça (08/10), foi apenas a confirmação da confissão, desta vez em depoimento formal.
O prefeito Arthur Virgílio escreveu um texto, na mesma noite da morte do engenheiro Flávio, relatando o que sabia. As razões para ter entrado na história? É casado, há três anos, com a mãe de Alejandro Molina, dono da casa onde ocorreu o assassinato, Elizabeth Valeiko. Ela luta, há dez anos, num vai-e-vem de internações, para tirar o filho das drogas. Tudo isso veio à tona, viralizando nas redes sociais, em meio ao turbilhão político que é a vida do prefeito. As famílias dos envolvidos, especialmente da vítima, Flávio, buscam Justiça. Os aproveitadores, em busca de visibilidade, não titubeiam em surfar no noticiário. É fácil identificá-los. Difícil é respeitar quem acaba de perder um ente querido e se limitar aos fatos.
O prefeito, mesmo calado, seria alvo do ano pré-eleitoral e associado ao escândalo da morte do engenheiro. Mas, se calasse, não seria Arthur Virgílio. Prefeito e Elizabeth, bem como a família de Flávio, disseram confiar no trabalho da polícia. Esperam muito do trabalho do delegado Paulo Martins.
As previsões, otimistas, são de que o Governo do Amazonas feche o ano arrecadando R$ 19 bilhões, R$ 2 bilhões a mais que o previsto. Problema é que a maior parte desse dinheiro é do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). E a Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz) avisa que o Estado fica com apenas 45% desse bolo. Para completar, entre insuficiência orçamentária e dívidas, Amazonino Mendes deixou R$ 3 bilhões de rombo.
Foi da Assembleia Legislativa, especialmente do presidente da casa, Josué Neto, a ideia de remanejar recursos para décimo-terceiro do Estado. O dinheiro, R$ 300 milhões, sairá da Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam). Os cerca de 100 mil funcionários estaduais já respiram aliviados.
A Reforma Administrativa do Estado, que a Assembleia Legislativa delegou ao governo, precisa ser implementada até fim deste mês. É o prazo que a Assembleia concedeu para que as mudanças sejam efetivadas, sem nova consulta ao parlamento.
O prefeito de Coari, Adail Filho, conta com 11 dos 15 vereadores do Município. Está blindado contra qualquer tentativa de impeachment pela Câmara Municipal. Tem também ao seu lado uma “tropa de choque das ruas”, especialista em mobilizar a população. É contra isso que a força-tarefa do Ministério Público Estadual terá que lutar. Não será nada fácil retirá-lo da Prefeitura.
O ponto mais frágil, no esquema dominante em Coari, por incrível que pareça, é o mandato da deputada Mayara Pinheiro. Contra ela, segundo diversas fontes do portal, foram encontradas provas robustas. A campanha de Mayara foi escancarada.
Nesta quarta (10/10) tem formatura de 76 guerreiros de selva. Eles passaram três meses na mata, no mais duro curso da espécie no mundo. A cerimônia será no Centro de Instruções de Guerra na Selva (Cigs), às 19h30.
A Amazonas Energia inaugura, quarta (16/10), o cabo aéreo do linhão de energia Manaus-Iranduba-Manacapuru. O cabo subaquático, a partir de então, será usado como redundância, isto é, acionado em emergências. Incompreensível que isso ainda não tivesse sido feito. Iranduba e Manacapuru pagaram caro pela prevaricação nessa linha de transmissão.
A Feira de Sustentabilidade do Polo Industrial de Manaus (fesPIM), no Studio 5, dias 27 a 29 de novembro, é um marco. Busca visibilidade para o papel da Zona Franca de Manaus na preservação da Floresta Amazônica. E pretende combater, junto a formadores de opinião, a oposição ao modelo. A ideia é dizer, em mais de 130 estandes, tudo o que ainda não foi dito ao País. O presidente Jair Bolsonaro quer vir ao evento, mas ainda não fechou agenda.