
Adail Filho, tal qual o pai e a irmã, só vai perder eleição em Coari se a Justiça conseguir pará-los
Coari, Município amazonense localizado no Médio Solimões, é um fenômeno. Financeiro, porque é o único do Amazonas com renda per capita superior à de Manaus. Político, porque a família Pinheiro, Adail e rebentos, prefeito Adail Filho e deputada Mayara Pinheiro, são campeões de voto.
A operação “Patrinus” (do latim, padrinho) mostra a dura realidade: ou a Justiça para Adail e família ou a família vai se tornar cada vez mais dona de Coari.
O orçamento de Coari: 2017 R$ 225.774.680,00; 2018 R$ 236.070.005,40; 2019, a página do portal de transparência foi suspensa, não abre, mas há uma informação do “coariemdestaque” de R$ 242.076.997,62.
Mais de R$ 700 milhões, em três anos. Quase R$ 500 milhões em 2017/2018, os anos investigados pelo Ministério Público Estadual do Amazonas.
As primeiras informações são de provas do desvio de R$ 100 milhões. Que 10% nada. O pessoal está metendo a mão sem pena e sem dó.
Os sinais são cada vez mais claros. Adail Filho se elegeu num festival de distribuição de brindes para os eleitores. Mayara Pinheiro ou Dra. Mayara (ela é médica) fez campanha com dois aviões precursores e mais o dela, um jato. O atual prefeito, antes mesmo de chegar ao cargo, montou o restaurante Barolo, em Manaus. Comprou uma casa de oito suítes, ao lado, e botou abaixo para fazer o estacionamento.
Por que, indaga-se, o mandato da Dra. Mayara não está sendo questionado? Por que nenhuma ação eleitoral prosperou contra ela?
Outro sinal claro? Coari. A prova mais inconteste de que algo está errado com as finanças municipais. Prefeitura com mais de R$ 242 milhões de orçamento não pode fazer tão pouco.
Adail Filho está foragido. O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) investiga o prefeito antes da força-tarefa criada este ano. Espera-se que a Justiça tenha em mãos provas robustas e que essa escalada político-financeira tenha fim.
A família Pinheiro usa, para se eleger, os mais surrados métodos políticos. Corrupção de lideranças, compra de votos, distribuição de benesses graciosas e brindes, muitos brindes.
O que se tem, até este exato momento, são sinais externos cada vez mais evidentes, enriquecimento, esbanjamento e impunidade. Ou a Justiça prova os crimes de que a família Pinheiro é acusada ou a família Pinheiro já tem um horizonte para rir de todos: a eleição do ano que vem, quando Adailzinho concorre à reeleição. Ou ele é preso ou vai dar um novo banho de voto.
Para que existem as leis? Justamente para evitar a manipulação das massas pelos corruptos. Para aparar as asas dos criminosos.
O Gaeco está com a palavra.
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