
Amazonino deixa PDT e fica livre para 2020, pendendo para aliança com Eduardo Braga. Vale tudo, desde que ele não precisa de grandes esforços
O ex-trigovernador e ex-tri-prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, perdeu a guerra pelo comando do PDT para Hissa Abrahão. O ex-vereador, ex-deputado federal e ex-vice-prefeito de Manaus quer liberdade em 2020. Amazonino, que não encara uma candidatura a prefeito, por falta de saúde e popularidade, também quer estar livre. Um grupo de políticos mais, digamos, experientes, busca espaço conjunto para disputar a Prefeitura de Manaus. Amazonino, nesse contexto, pode ir parar no MDB, do senador Eduardo Braga. Braga seria o candidato. Amazonino, o principal apoiador. Os dois estariam unidos pela aversão ao prefeito Arthur Virgílio e ao governador Wilson Lima.
Amazonino, pelo longo tempo de atuação política, teria algo em torno de 20% dos votos para prefeito de Manaus. Mesmo tendo feito um péssimo governo, na passagem temporária que terminou em 2018. Mesmo com a péssima gestão 2008-2012 na Prefeitura de Manaus. Braga avalia acumular algo parecido. Os dois, somados, garantiriam vaga no 2º Turno.
O atual deputado estadual Serafim Correa e o ex-prefeito, ex-senador e ex-deputado federal Alfredo Nascimento fizeram essa conta. Unidos, na eleição contra Omar Aziz, para o Governo, eles liquidariam a fatura, com os percentuais das pesquisas pré-eleitorais. Braga também calculou uma soma aritmética entre ele e Marcelo Ramos, contra Amazonino-Bosco Saraiva. Amazonino o mesmo, com a soma dele e Rebeca Garcia, contra Wilson Lima-Carlos Almeida. Nenhuma dessas contas deu em soma e as contradições dos envolvidos resultaram em subtrações eleitorais. Todos foram derrotados.
O prefeito Arthur Virgílio, em plena musculação política para 2020, anuncia a Rotatória do Manoa. Trata-se de complexo viário com retorno, elevatórias e trincheiras. Pretende resolver o gargalo do trânsito no local. Com isso, pelo que se vê nos bastidores, o prefeito de Manaus quer aumentar o cacife da candidata dele. Quem? Conceição Sampaio.
O prefeito de Manaus, que não pode mais concorrer à reeleição, busca uma marca. No mandato 1989-1992 duplicou a avenida Max Teixeira. Nela, com uma pista apenas em cada sentido, a média de mortes/mês era de 11 manauaras. A duplicação acabou com isso. Arthur, que nunca perdeu eleição na Cidade Nova, quer a Rotatória do Manoa como contribuição à vida no bairro.
O governador Wilson Lima, eleito majoritariamente pela capital, está construindo nome político no interior. Promove o asfaltamento das pequenas cidades, esquecidas pelos governadores que o antecederam. Novo Airão está toda asfaltada. Manaquiri, em processo de asfaltamento. E, assim, Wilson pretende caminhar. São pequenas cidades, com poucas ruas e prestes a se transformar em crateras lunares.
As obras na rodovia Manaus-Manacapuru (AM-070) avançam. A ponte sobre o rio Ariaú (KM-035) e a ligação Manacapuru-Miriti estão praticamente prontas. Eram dois gargalos da rodovia. Até o fim de 2019, a metade da obra restante (42 quilômetros), 20 quilômetros, estará pronta. A inauguração está prevista para 2020.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financia a AM-070. O total do contrato, feito com o governo do Estado, é de R$ 279.642.517,36. Faltam liberar R$ 131.270.978,15. A construtora é a Etam, do empresário Eládio Cameli. Do total, 70% são do BNDES e 30% contrapartida do Governo do Amazonas.
Cada deputado estadual do Amazonas tem, sob a caneta, emendas impositivas ao governo do Estado, no valor de R$ 6,5 milhões. Alguns imitam o sujeito que levou dois metros de pano e pediu dois ternos ao alfaiate. Ele costurou os dois, mas não cabiam num bebê. Amarrou o burro onde o dono mandou. Parlamentares retalham o dinheiro, tentando faturar politicamente, mas tornam o montante destinado insuficiente para obras propostas. É demagogia pura. O resultado é que só uma, das 53 emendas apresentadas em 2018, está pronta para execução.
Jender Vieira é o novo presidente do Caprichoso. Grandes expectativas sobre a gestão dele. A começar pela abertura da caixa preta financeira dos bumbás, que recebem R$ 12 milhões/ ano. E terminam os Festivais de Parintins devendo. O Caprichoso, em números extraoficiais, estaria devendo R$ 9 milhões. É um absurdo.
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