27/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

O 11 de Setembro que mudou o mundo, justificou violência e impôs costumes, se curva ao turismo

Publicado em 11 de setembro, 2019

O 11 de Setembro

O 11 de Setembro trouxe violência impressionante, impactou o mundo, mas não conseguiu conter o ímpeto do turismo internacional

Aconteceu no 11 de Setembro de 2001. O mundo ficou boquiaberto. As torres gêmeas do complexo empresarial World Trade Center (WTC), imponência arquitetônica do capitalismo, estavam no chão. Dezenove terroristas, que haviam sequestrado quatro aviões comerciais de passageiros, executaram a ação. Um longo e minucioso planejamento estava por trás do atentado. A mente treinada (pela norte-americana CIA) de Osama Bin Laden transformara a Al Qaeda numa máquina de aterrorizar.

As viagens nunca mais foram as mesmas. Uma, duas ou mais horas são “viajadas” no chão, em intermináveis revistas. A segurança recebeu sinal verde para gastar e gastou rios de dinheiro, até matar Osama, dez anos depois (02/05/2011).

A acusação de “terrorismo” virou sentença de morte ou degredo. Há presídios, conhecidos ou não, lotados por suspeitos e culpados desse crime contra a humanidade.

 

Assaltos no Brasil

Os aeroportos são os locais mais vigiados do planeta. Como se explica, então, os assaltos que ocorreram no Brasil? Foram 718,9kg de ouro em Guarulhos (25/07/2019). Outros US$ 5 milhões (R$ 20 milhões), fora euro e real, que iriam para a Suíça, em Viracopos, Campinas (04/03/2018). E R$ 9,8 milhões, no aeroporto de Blumenau-SC (14/03/2019).

Falhas de segurança. Cumplicidade de funcionários. Alertas para a segurança de um País que sediou, incólume de terrorismo, Copa do Mundo e Olimpíada.

Entrar numa fila, tirar todos os objetos metálicos (cinto, moedas, relógio, óculos etc.) e até sapatos (nos EUA) é rotina incorporada. Mais os exageros, como os gritos da polícia de imigração quando encontra algo suspeito.

 

Pilar

Bin Laden atacou, desde o início, a alma do capitalismo atual, o turismo. Bali, Indonésia (182 mortos e 132 feridos, 12/10/2002) e Istambul, Turquia (42 mortos e 239 feridos, 28/06/2016) provam isso. Além do atentado em Paris, no Bataclan, onde morreram 180 pessoas e mais de 350 ficaram feridos (13/11/2015). Só a capital francesa perdeu 1 milhão de turistas no primeiro mês, após o atentado.

Turismo? Sim. Movimento terrorista planetário, diante da força política e financeira do capitalismo, atacou o principal pilar. Foi pelo dinheiro gasto por viajantes que Itália, Espanha, Portugal e Grécia saíram da crise. A Argentina, mesmo diante de um atônito Maurício Macri, está lotada de norte-americanos, europeus e até brasileiros… todos fazendo turismo. O câmbio é de quase 15 pesos argentinos por um real. Famílias brasileiras lutam para passar dos R$ 100 nas contas de hotéis e restaurantes.

A vida mudou no planeta por conta do terrorismo. Mas os Estados Unidos criaram um monumento às vítimas do atentado no local do World Trade Center. New York bomba. Paris voltou a brilhar, sem sequer admitir que tenha havido terrorismo em Notre Dame.

O mundo mudou com o terrorismo. O turismo, porém, é o dado comum, antes e depois do 11 de Setembro de 2001. Diferente, mas constante.

O Passo a Paço, num feriadão que normalmente esvazia Manaus, com 60 mil a 70 mil por dia/noite, é exemplar.

Desenvolvimento? Turismo. Dinheiro? Turismo. Renda? Turismo. Altivez, diante das intempéries econômicas brasileiras tão comuns? Turismo. O Amazonas precisa mergulhar de cabeça nessa. Soou a hora do embarque.

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