
Orçamento 2020 sem BR-319 e Suframa porque País está sem dinheiro, mas presidente promete cumprir promessas feitas em Manaus (foto)
O orçamento 2020, enviado pelo governo Bolsonaro ao Congresso Nacional, é uma decepção para os amazonenses. Uma fonte governista, porém, garante que está tudo sob controle. “Não há dinheiro. O Brasil está quebrado. Mas a BR-319 será asfaltada, conforme o presidente prometeu na reunião do CAS (Conselho de Administração da Suframa)”, disse a fonte. Como se dará essa mágica? “Com parcerias”, garante. O início do asfaltamento do trecho polêmico da BR-319 (Manaus-Porto Velho) está marcado para julho/2020. Até lá, em pleno ano da eleição para prefeito, as parcerias terão que ser fechadas.
A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) também sofreu corte duro. O orçamento caiu de R$ 10,1 milhões para R$ 1,6 milhão. O contingenciamento subiu de R$ 18,5 milhões para R$ 77,8 milhões.
O superintendente da Suframa, coronel do Exército Alfredo Menezes, afirma que o órgão está maior. “Só este ano (2019), eu autorizei cortes de mais de 20% do orçamento. Sabe por quê? Porque estou gerindo o órgão como se fosse minha casa: havia 30 guardas armados a um custo altíssimo e cortei isso. Era tudo muito fácil e flácido. Agora tem rigidez”, garante. E de onde a Suframa fará dinheiro? “Como a BR-319, que será feita através de parcerias, nós vamos buscar parceiros. Entrará cada vez menos dinheiro da União e cada vez mais da iniciativa privada”. Uma meta e tanto.
Alfredo Menezes faz uma afirmação, em tom de desafio: “A BR-319 entrou em vários orçamentos anuais e não fizeram. Agora não está no orçamento e nós vamos fazer. O que é melhor para o Amazonas?”.
A bancada federal do Amazonas, por outro lado, pode muito bem reparar a falta de recursos no orçamento para o Estado. Basta usar a força que alguns dos seus integrantes dizem ter.
O principal desafio do Amazonas agora não está em R$ 9 milhões a menos no orçamento da Suframa. O problema está na Reforma Tributária. Mas o relator, deputado Marcelo Ramos, passado na casca do alho da Reforma da Previdência, pode garantir o modelo.
O novo secretário estadual de Educação, Vicente Nogueira, teve longa reunião com o governador Wilson Lima e o vice-governador Carlos Almeida. Foi segunda-feira (09/09/2019), em grande parte do dia. Ele tomou posse no fim da tarde. Decidiu não dar expediente na Seduc, enquanto não formalmente empossado. Isso gerou o boato, na “corte” da educação, de que teria desistido do cargo. Nesta terça (10/09), Vicente deu expediente normal na sede da pasta.
Vicente começou as reformas na Seduc. Sabe, com a experiência na gestão pública e privada, que seus prazos são curtos. Se tiver que mudar, terá que fazê-lo logo, de preferência nesta primeira semana de gestão.
Os assessores mais próximos de Vicente Nogueira, a julgar pelo estilo de gestão que impõe, devem mudar. Luiz Fabian, secretário-executivo da Seduc, fica. A secretária do interior, Ana Maria de Araújo Freitas, também deve ser confirmada no cargo. Mudanças estão a caminho.
Para quem está surpreso com a afirmação de que “o Brasil quebrou” há uma explicação, do senador Álvaro Dias (Podemos-PR). O governo brasileiro vendeu papéis no mercado para pagar com 14% de juros. Conseguiu, na surdina, autorização para emprestar para o exterior. Algo assim como se fosse um Banco Mundial ou um FMI. Depois emprestou, esse mesmo dinheiro, a 6% de juros. E não foi só para o porto de Cuba ou para a Venezuela. Emprestou, via empreiteiras, como Odebrecht, também para obras em países do primeiro mundo. Muito brasileiro passeia em viadutos de vários andares, elogiando engenharia dos ricos, sem saber que foi o Brasil que pagou.
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