26/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Irmão de Omar Aziz volta a ser preso em desdobramento de investigação

Publicado em 01 de agosto, 2019

Irmão de Omar Aziz volta a ser preso em desdobramento de investigação

Irmão de Omar Aziz volta a ser preso em desdobramento de investigação. Foto: PMS

Treze dias após ser deflagrada a Operação Vertex, que levou para a prisão os irmãos do senador Omar Aziz, o empresário Amim Abdel Aziz voltou a ser preso nesta quinta-feira (1), durante nova ação da Polícia Federal do Amazonas.

Irmão de Omar

Na primeira prisão, entre as suspeitas de crimes investigados estavam vantagens indevidas, recebimento de entregas de dinheiro em espécie ou por meio em negócios simulados ou superfaturados, a fim de ocultar a entrega de dinheiro dissimulado por meio de contratos de aluguel e de compra e venda.

Amim foi detido no último dia 19 com os irmãos Manssur Muhammad e Murad Abdel, que ficaram no Centro de Detenção Provisória Masculino I (CDPM I). A ex-primeira-dama Nejmi Aziz, também presa na operação Vertex, foi novamente detida ontem.

Operação Vertex

Oito mandados de prisão temporária foram cumpridos em Manaus, durante a operação Vertex, no dia 19. A operação investiga a prática de crimes de corrupção passiva, lavagem de capitais e pertinência à organização criminosa. Um outro mandado de prisão foi cumprido no Distrito Federal.

Carros de luxo e bens de alto valor foram apreendidos, mas o volume de bens não foi divulgado. A investigação foi desmembrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), da Operação Maus Caminhos, em razão de indícios detectados de recebimentos de vantagens indevidas pelo ex-governador Omar Aziz, que por exercer o cargo de senador, poderia ter direito a foro privilegiado no STF.

Outras investigações

A investigação está diretamente relacionada com as outras fases da Operação Maus Caminhos, sendo elas as operações Custo Político, Estado de Emergência e Operação Cashback.

Na Operação Custo Político se apurou a prática de crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de capitais e pertinência a organização criminosa, praticados por cinco ex-secretários de estado, bem como diversos servidores públicos e o núcleo da organização criminosa desbaratada na primeira fase da operação, enquanto na Operação Estado de Emergência, completava o núcleo político do Poder Executivo estadual, tendo alcançado o ex-governador José Melo, que chegou a ser preso.

Por outro lado, a Operação Cashback, teve por objeto a investigação quanto ao envolvimento de outras empresas em conluio, em relação as quais, suspeita-se que foram efetuados pagamentos embasados em notas fiscais falsas, sem a correspondente prestação de serviço, além de pagamentos por serviços superfaturados.

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