
Wilson Lima vai a Bolsonaro, com intermediação do deputado federal reeleito pelo Rio de Janeiro Eduardo Bolsonaro
O governador eleito Wilson Lima tentará se avistar com o presidente eleito, Jair Bolsonaro, em Brasília. Vai ao encontro, pré-agendado, de Eduardo Bolsonaro, filho do presidente. Trata-se do deputado mais votado da história do Brasil, com 1.843.735, reeleito em São Paulo. Wilson parte na noite desta terça (06/10) levando na bagagem muita esperança. É o começo de entendimento em que ambos, eleitos sob o signo do “novo”, podem fazer muito pelo Amazonas.
Wilson Lima deve, por exemplo, lembrar que Bolsonaro foi o primeiro a declarar apoio à Zona Franca de Manaus (ZFM). Isso quando ainda no começo da campanha eleitoral para a Presidência da República. Agora isso vale ouro, com o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, prometendo cortar subsídios.
O governador eleito do Amazonas pode, ainda, tentar acelerar revogação do decreto que ameaça o Polo de Concentrados da ZFM. A insegurança jurídica que a medida traz sobre o modelo é inquietante. Adotada no Governo Temer, a redução do IPI ameaça o delicado dominó produtivo implantado pelas indústrias de concentrados. O setor é tão competitivo que as indústrias não podem se dar ao luxo de tomar decisões erradas. E decidem com muita antecedência. A revogação demorando, a retirada Manaus começará e a ZFM dará adeus a cerca de 10 mil empregos.
Wilson, segundo uma fonte do Portal do Marcos Santos, leva uma listinha de reivindicações debaixo do braço. Se houver espaço vai apresentá-la a Bolsonaro. A lista teve participação da equipe de transição. Se emplacar o encontro e a entrega, o eleito do Amazonas sai na frente de muito governador mais próximo.
Enquanto Wilson Lima estiver em Brasília, a agenda em Manaus será tocada pelo vice-governador eleito Carlos Almeida. Que se tem tornado inseparável do ainda deputado estadual Luiz Castro.
A comissão de transição Wilson Lima-Amazonino Mendes se reúne nesta quarta (07/10). É o primeiro encontro dos dois grupos. Espera-se espírito público, republicano. E urbanidade.
O atual ministro da Educação, Rossieli Soares, já decidiu o paradeiro em 2019. Aceitou integrar o governo de João Dória, em São Paulo. Havia especulações de que poderia ser chamado para o governo amazonense. Mas Dória se antecipou e Rossieli já participa de reuniões da equipe de transição paulista. Rossieli foi secretário estadual de Educação no Amazonas, nos governos Omar Aziz e José Melo.
Tudo indica que o líder do prefeito Arthur Virgílio, Joelson Silva (PSDB), será candidato situacionista à presidência da Câmara Municipal. O atual presidente, Wilker Barreto (PHS), que rompeu com Arthur na campanha eleitoral deste ano, se elegeu deputado estadual. Joelson é apontado como responsável por reagrupar o apoio ao prefeito, sem alardes, com paciência e habilidade.
O jornalista Paulo Castro assumiu o comando da Secretaria Estadual de Comunicação (Secom). O antecessor, Célio Jr., informou que “foi comunicado” que segunda (05/10), não estaria mais no cargo. Paulo assumiu prometendo “um balanço das realizações de Amazonino”.
Todos os secretários estaduais que deixaram os cargos para ajudar Amazonino na campanha estão de volta aos cargos. É uma espécie de reconhecimento do “chefe”. E o tempo necessário para arrumar as gavetas.
Há secretário estadual afirmando que “em breve todos estarão de volta”. Será o prenúncio de novo 3º Turno? Amazonino teria disposição de, como fez Eduardo Braga com José Melo, botar a bola na marca do pênalti? Com o risco de, como aconteceu com Braga, marcar um gol contra? A conferir.
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