
Briga pelo Senado tem mudanças, com Plínio Valério (foto) se destacando na reta final da campanha
A disputa pelas duas vagas do Amazonas no Senado Federal, que serão renovadas este ano, ficou ainda mais acirrada. Plínio Valério (PSD/PSDB/DEM/PRB/PTC/PATRI), da coligação “Amazonas com segurança”, entrou na disputa. Ele se aproximou de Eduardo Braga, que lidera as pesquisas, e registrou o maior crescimento dos últimos dias. Plínio tem se mostrado, nas mídias sociais e no horário eleitoral, como “caboclo amazonense”. É uma contraposição, embora sem citar nomes, aos principais concorrentes, Braga (paraense), Vanessa Grazziotin (catarinense) e Alfredo Nascimento (potiguar). Mas a luta tem se acirrado nos últimos dias, com Vanessa e Alfredo atacando Plínio. Só Braga se mantém distante do centro desse redemoinho.
O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, disse que não tem nenhuma dúvida sobre o resultado da eleição para o Senado: “Plínio Valério será eleito e em primeiro lugar”.
O governador Amazonino Mendes, que tem em Alfredo Nascimento o primeiro voto, disparou mensagens aos prefeitos municipais pedindo mais empenho. Ele tem a maioria das prefeituras e quer todos empenhados em virar o jogo para Alfredo.
Ninguém mais duvida de que haverá 2º Turno na eleição para o Governo do Amazonas. Quem vai? O governador Amazonino Mendes, candidato à reeleição, e o radialista Wilson Lima são os favoritos. Omar Aziz continua na luta e intensificou a campanha. David Almeida, porém, cresceu nos últimos dias e entrou na briga direta pela vaga. Quem sai? É mais improvável que a disputa seja Wilson Lima-David Almeida. Mas a saída de Amazonino do 2º Turno não é mais impossível.
Como seguro morreu de velho, Amazonino já intensificou a campanha. Deixou de lado a ideia de segurar recursos para só usar no 2º Turno. Já sabe que ou dedica toda a força possível agora ou pode ficar só assistindo a briga.
Amazonino foi só a um debate nesta eleição, o da Band. Agora se prepara, concentrado com equipe, para o confronto da TV Amazonas. Será terça (02/10).
Último cálculo dos especialistas para deputado federal. A coligação de Amazonino fará três dos oito nomes e a de Omar Aziz outros três. PT-PCdoDB fará outro e a coligação de David Almeida o último.
Os favoritos na corrida para deputado são Átila Lins (Reeleição), Marcelo Ramos e Bosco Saraiva. Dura é a disputa para tomar a vaga de Bosco no grupo de Amazonino ou torcendo para fazer a quarta. Nela estão o delegado federal Pablo Oliva e os vereadores Marcel Alexandre e Renzo Castelo Branco.
Os favoritos, no lado de Omar Aziz, são Silas Câmara (Reeleição), Conceição Sampaio (R) e Pauderney Avelino (R). Correndo por fora e com boas chances de “furar” esse núcleo estão o capitão Alberto Neto, surpreendente, o deputado estadual Sidney Leite e o empresário Dodó Carvalho.
As duas vagas restantes ficariam por conta da mudança no cálculo para a eleição à Câmara Federal. É assim que o deputado estadual Zé Ricardo Wendling e o vereador Marcelo Serafim aparecem com chances de eleição. Zé Ricardo corre sozinho, sem concorrência. Marcelo enfrenta Henrique Oliveira e Francisco Souza, que tentam superá-lo.
Atenção para o novo cálculo, segundo especialistas, das vagas proporcionais. Primeiro é definido o quociente eleitoral, a divisão do número de votos válidos pelo número de vagas. Para deputado federal, por exemplo, digamos que haja 1,6 milhão de votos válidos. As vagas disponíveis para o Amazonas são oito. Então, dividindo 1,6 milhão por oito o resultado é 200 mil, que seria o quociente eleitoral.
O segundo cálculo é que as coligações de Amazonino e Omar atingiriam, ambas, no exemplo acima, 600 mil votos. Conquistariam com isso três cadeiras cada. Aí começaria o cálculo das sobras. Os grupos de Zé Ricardo e Marcelo Serafim chegariam a 150 mil votos? Os especialistas dizem que sim. É que esse número seria maior que as sobras de Amazonino e Omar. Elas entram no cálculo das vagas restantes divididas pelo número de cadeiras obtidas mais um, o que daria quatro. A divisão resultaria em número menor que os votos das coligações de Zé Ricardo e Marcelo/ Henrique/ Souza.
Maiara Pinheiro, vice-prefeita e irmã do prefeito de Coari, filha de Adail Pinheiro, é o fenômeno na corrida para a Assembleia Legislativa. Ela lidera pesquisas, pouco à frente da ex-primeira-dama Nejmi Aziz. O terceiro nome que aparece é o de Wilker Barreto. Depois vêm os líderes de cada coligação com chances de fazer pelo menos um deputado. É o caso, por exemplo, do PPS, liderado pelo ex-comandante do Ronda nos bairro, coronel Amadeu Soares. Ele é seguido pela ex-secretária estadual Janaína Chagas e o empresário Saullo Viana.
As manifestações em torno de Bolsonaro ou contra ele, no Amazonas, mostram como o Brasil está conflagrado. Ciro Gomes, o único candidato que venceria qualquer um no 2º Turno, ainda resiste, mas está praticamente fora da disputa.
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