
Presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira, disse que se for preciso vai preso com orgulho por defender a categoria. Foto: Arquivo
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviários e Urbano Coletivo de Manaus e no Amazonas (STTRM), Givancir Oliveira, disse que a greve será mantida até que os empresários cumpram com o reajuste para a categoria.
Givancir chegou a afirmar que teria orgulho de “ser preso ao defender os trabalhadores”. “Estamos há dois anos sem reajuste salarial. Enquanto não tivermos a assinatura da convenção coletiva e o reajuste, vamos continuar parados”, falou o presidente.
Segundo Givancir, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) ofereceu até agora 1% de reajuste, que começaria a ser pago em agosto, o que foi considerado uma “vergonha”. “Se eles oferecerem até 4%, a greve para. Mas até lá, a greve está mantida. Chega de empurrarem com a barriga”.
O representante dos rodoviários pediu ainda a intervenção do prefeito de Manaus, Arthur Neto, nas negociações. “O prefeito tem mecanismos para obrigar os empresários a concederem o reajuste que foi prometido”.
Sobre a Justiça, Givancir disse que estão querendo engessar o sindicato e os trabalhadores e questionou o motivo dos empresários não serem penalizados pela falta de aumento: “Queremos uma justiça imparcial, mas a balança está pesando só para um lado”.
O sindicalista lembrou ainda que a realidade do setor é triste, com rodoviários tendo que pagar a conta de assaltos e que motoristas e cobradores são tratados como indigentes.
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