07/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Secretários demitidos sob ordem para ‘ficar em exercício’. CGL para e AM pode perder dinheiro alemão. Em Tempo demite. Arthur no RJ

Publicado em 12 de outubro, 2017

A maioria dos demitidos do Governo Amazonino preferiu mesmo aproveitar o feriadão viajando

Epitácio Neto, que ficou 13 anos à frente da CGL, é um dos demitidos que permanece no “exercício” do cargo, mas a equipe está paralisada por falta de ordens

O panavueiro é tão grande que o espaço para o título ficou pequeno para falar dessa curiosidade que circula entre os demitidos pelo Governo Amazonino Mendes. O fato está no decreto do Governo do Estado que exonerou os secretários da gestão David Almeida, na quarta-feira (04/10). Logo depois da exoneração, o texto acrescenta a “determinação” para que todos permaneçam no exercício do cargo até a posse do sucessor. Ou seja, “você está demitido, mas assinando coisinhas até o cara que vai pro seu lugar assumir”. Isso é novidade na engenharia burocrática.

 

Texto

O decreto nº 38.309, de 04 de outubro de 2017, afirma:

Art. 1º Ficam exonerados os titulares de cargos de confiança de Alta Direção da Administração Direta e Indireta do Poder Executivo identificados nos Anexos I e II deste Decreto.

Art. 2º Fica determinado (sic) aos agentes públicos a que se refere o artigo anterior a permanência no exercício do respectivo cargo, até a posse do novo titular.Leia: Diario-Oficial-04

 

Perguntinha

Como é que Amazonino Mendes primeiro demite e depois determina que o secretário fique “no exercício” do cargo? Ele pode dar ordens a quem foi demitido?

 

CGL paralisada

Desde a quarta, 04/10, quando o até então presidente da Comissão Geral de Licitação (CGL), Epitácio de Alencar e Silva Neto, foi exonerado, os 100 funcionários do órgão estão sem saber o que fazer. Ele próprio, no “exercício” do cargo, aguarda ordens. Com pouco tempo para administrar, antes dos impedimentos eleitorais de 2018, o governo deveria correr justo nessa área.

 

Dinheiro alemão

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) recebeu cerca de R$ 10 milhões doados – isso mesmo, doados!!!! – pelo governo alemão. Destina-se à construção da sede da secretaria. Mas o processo burocrático, incluindo a licitação da obra, precisa estar encerrado até dezembro ou o dinheiro volta. Sem CGL e com o tempo passando, o dinheiro está mais pra lá de que pra cá.

 

‘Passaralho’ no Em Tempo

Não se espante o leitor. “Passaralho” é a expressão usada pelos jornalistas, desde priscas eras, quando se referem às demissões em massa. O jornal Amazonas Em Tempo, ou simplesmente Em Tempo, acaba de enxugar a redação de 54 para 37 jornalistas.

 

Online forte. ‘Agora’ acaba

A ideia da direção do jornal parece ser de fortalecer o portal da casa na Internet. Todos os funcionários do online serão incorporados à redação do impresso. Este sábado (14/10), o tabloide “Agora” não circula mais e dentro de alguns dias as edições do resto da semana serão extintas também.

 

Aldísio sai

O poeta Aldísio Filgueira, um dos mais respeitados e de maior qualidade de texto do Amazonas, está entre os demitidos do Em Tempo. Durante muitos anos, ele foi o redator do editorial da publicação.

 

Arthur palestra no RJ

O prefeito Arthur Virgílio será palestrante no seminário “Pacto pelo compromisso com a gestão fiscal dos Municípios do Rio de Janeiro”. Ele falará sobre “Situação fiscal do Município: diagnóstico e boas práticas”. Será às 9h de segunda (16/10), na sede da Firjan, na avenida Graça Aranha, 1, 2º andar, Centro de Convenções, Centro, Rio de Janeiro.

 

Namoro antigo

A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) sempre demonstrou interesse em Arthur Virgílio. Quando ele foi líder do governo FHC, ainda deputado federal, chegou a convidá-lo para transferir o título do Amazonas para o Rio e encarar uma candidatura naquele Estado. A Firjan, agora, estudou 4.544 dos 5.570 municípios do País e deu a Manaus a 33ª posição, a primeira entre as capitais, no quesito “responsabilidade fiscal”. A capital mais próxima ficou em 3.276º lugar.

 

Ciúmes de ‘Sonia’

O fato é verídico. A coluna se reserva o direito de guardar a identidade dos personagens.

O casal estava viajando pela Itália, visitando pontos turísticos da Região da Campanha, como a Ilha de Capri e Pompéia, a cidade destruída pelo Vesúvio.

O marido, colecionador voraz, encontrou uma simpática adega, para cinco garrafas, ideal para o escritório. Não titubeou em comprá-la e passou a carregá-la de um lado para o outro, enquanto a viagem continuava.

A mulher se enterneceu com a dedicação do marido, até que seu coração quase parou! O motivo é que na embalagem, discretamente, uma inscrição estava bem clara: SONIA.

“Esse desgraçado está levando uma lembrança para a amante”, pensou.

Quanto mais o marido se apegava ao objeto, mais o ódio da esposa aumentava.

Mesmo assim, ela decidiu esperar a chegada para acabar com a palhaçada. “Deixa ele penar carregando esse trambolho e quando chegar ele vai ver”.

A viagem, paradisíaca, passou a ser compartilhada pela ideia da traição.

De volta a Manaus, ela foi correndo pegar a adega, disposta a “esfregar” a prova da traição na cara do marido. Mas ele a tinha deixado “de cabeça para baixo”. E só então ela percebeu o que realmente estava escrito:

“VINOS’.

O ciúme cega e, de ponta cabeça, ela viu o “V” se transformar num “A”.

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