10/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Colégios da PM desprezam opção didática da Seduc e surpreendem pais com o ‘extra’ do material escolar ‘especial’

Publicado em 01 de março, 2016

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Alunos de escolas da PM, durante solenidade na Assembleia Legislativa do Estado

Os colégios da Polícia Militar são as escolas da moda em Manaus. Em tempos de crise e diante da famigerada Lei das Cotas, que praticamente breca alunos oriundos de escolas particulares nas universidades públicas, os pais promovem verdadeira corrida para os redutos da PM. Isso se aprofundou, quando aluno da PM no Campos Sales, na Zona Norte, ganhou medalha de ouro na Olimpíada Nacional de Matemática. O Governo do Estado entrou no clima e abriu quatro novas unidades no Lago Azul e no Viver Melhor, no Santa Etelvina, na Nilton Lins e na Compensa. Há filas para matrículas. A surpresa, porém, é grande quando, na hora de efetivar os papéis, são apresentados os custos do material escolar extra, diferente daquele que é oferecido nas demais escolas da rede pública estadual. Há instituição da PM cobrando até R$ 3 mil por esse diferencial.

 

Serviço público

Podem dourar a pílula do jeito que achar melhor, mas as escolas da PM são parte do serviço público. Servidor público não pode receber dinheiro direto, como fazem os diretores dessas escolas. Se a moda pega, todo diretor de escola do Governo do Estado pode optar por um método diferente e obrigar os pais de alunos a adotá-lo, sob pena de expulsão.

 

Ministério Público Estadual

Fica o apelo aos membros do Ministério Público Estadual (MPE) para que intermedeiem esse conflito. Os pais de alunos ficam indefesos, ante o afã de oferecer ensino de qualidade aos filhos, prometido nessas escolas da PM, e a armadilha das despesas que vão muito além das expectativas de uma escola pública.

 

Regras

Os colégios da PM começaram a se destacar há pouco tempo. Não atingiram a excelência de um Colégio Militar de Manaus (CMM), do Exército, que concorre nos exames nacionais com as melhores escolas particulares. Mas começaram a se destacar entre as do Governo do Estado. Está na hora de terem regras claras, transparentes, de acordo com os princípios constitucionais do serviço público.

 

Como é no CMM

O Colégio Militar de Manaus (CMM) tem uma Associação de Pais e Mestres (APM), que cobra R$ 30 para oferecer serviços diversos, como um almoço subsidiado, nos três dias da semana de tempo integral, a R$ 3,50. Tem até uniforme substituto, para emergências. A mensalidade é de R$ 220,00. Na parte da tarde, os mais fracos vão para aulas de reforço escolar. Os melhores escolhem entre aulas de música ou laboratórios de química e física, por exemplo. Os livros são 60% reciclados, repassados de um aluno para o outro do ano inferior, e apenas 40% pagos. No início do ano, entre livros, taxas e uniformes, os pais pagam em torno de R$ 1,6 mil. No Lato Sensu, por exemplo, entre uniformes, kit de cadernos e livros, mais a mensalidade (R$ 1,4 mil), no início do ano os pais dispendem em torno de R$ 6 mil.

 

Seduc x PM

Pergunta que não quer calar: se o material distribuído pela Seduc às escolas estaduais não serve para os alunos das escolas da PM, por que serviria aos demais do Governo do Estado? Não está sendo criada uma forma, cada vez mais explícita, de discriminação no sistema de ensino estadual?

 

Maraã

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Momento em que a espingarda usada no assassinato do prefeito foi encontrada

O assassinato do prefeito de Maraã, Cícero Lopes da Silva (PROS), tem no vice-prefeito Luiz Magno Praiano Moraes (PMDB), inimigo político declarado do falecido, o principal suspeito. A polícia encontrou a espingarda usada no crime. Espera-se para as próximas horas a prisão do assassino. A cidade, enquanto isso, está acéfala, com Luiz Magno sitiado na delegacia local.

 

Muy aliados

Os partidos políticos estão usando o horário político na TV, em forma de comerciais, para colocar os candidatos na rua. Quem não está gostando nada do que vê é o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio. Henrique Oliveira (SDD), que voltou a afinar com o governador José Melo, aliado de Arthur, afirma que “entra prefeito sai prefeito e os problemas continuam”. Marcelo Serafim (PSD), filho do deputado estadual Serafim Correa (PSD), outro aliado do prefeito, diz em sua propaganda que vai dar “um tratamento diferenciado para o lixo em Manaus”, usando o aterro da Prefeitura como cenário. Muy aliados.

 

Ministério Público reafirma cassação de Melo

Já estão no TRE-AM os Embargos de Declaração interpostos pela defesa de José Melo, no processo  em que a corte cassou o mandato dele, as contra-razões de Eduardo Braga e sua coligação e a posição do Ministério Público Eleitoral. Este, reafirma posição favorável ao teor do acórdão da decisão do TRE-AM e à cassação do governador do Amazonas. Em suma, agora falta só julgar.

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