18/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Julgamento de processo contra Melo, adiado pelo TRE-AM desde quinta, tem parecer por cassação do Ministério Público

Publicado em 13 de julho, 2015

Esta é a primeira edição da coluna “Panavueiro”. Trata-se de expressão muito usada em Parintins. Pode significar de confusão, polêmica, a festa, ajuntamento de pessoas. A ideia é trazer fatos das mais diversas editorias, mas com ênfase em política e economia. Vamos às notas:

 

Melo no banco dos réus

O Ministério Público Eleitoral deu parecer favorável no processo em que a coligação de Eduardo Braga pede a cassação do mandato do governador José Melo. O julgamento, marcado para quinta (09/07), ficou para hoje (13/07). O parecer, do procurador Rafael da Silva Rocha, é do dia 15/12/2014.parecer-melo

 

Suspeição

O julgamento de Melo foi adiado porque os advogados dele alegaram que a suspeição do advogado-juiz Márcio Rys, que integra a corte, ainda não foi julgada. O relator, Marco Antônio Costa, marcou o julgamento da suspeição para hoje (13/07) e o governador só será julgado após a decisão. Se Rys for rifado, o suplente Francisco Marques, já de sobreaviso, entra e julga Melo ainda hoje.

 

Dinheiro para gastar

O prefeito Arthur Virgílio vai colocar nas ruas, nos meses do verão (agosto-dezembro), o dinheiro que entesourou nos dois primeiros anos de sua gestão. Há quem diga que, para resolver a buraqueira nos bairros e em algumas ruas da chamada “zona nevrálgica”, como as avenidas Tefé e Silves, Arthur pretende investir algo em torno de R$ 1 bilhão. É o verão decisivo para a eleição do ano que vem, quando o prefeito vai concorrer à reeleição.

 

Desafio na saúde

O novo secretário estadual de Saúde, Pedro Elias, tem na ponta da língua a justificativa para os cortes que estão a caminho. Afirma que o Amazonas tem mais SPAs e médicos que o mínimo exigido pelo Ministério da Saúde. A pergunta é: a saúde vai bem? Resposta: não.

 

Desafio na saúde (2)

Depois do que saiu no Jornal Nacional, dia 09/07, em matéria do repórter Luciano Abreu, vai ficar difícil justificar cortes na saúde. A matéria flagrou a falta de medicamentos para curativos no hospital 28 de Agosto. Isso é a base da base. Bem menos que o mínimo exigido pelo MS.

 

Choro no ônibus

O time do Nacional voltava do jogo contra o Náutico-RR (1 a 1), em Boa Vista, domingo (12/07), quando chegou a notícia da morte do líder da torcida Naça Jovem, Mauro Fernandes da Silva Filho, 20. Ele estava com o irmão, na avenida das Torres, quando o carro perdeu o controle. Os dois ficaram presos nas ferragens. Mauro morreu na hora e o irmão foi gravemente ferido para o hospital. Houve choro no ônibus.

 

Escuta telefônica

Circulou a notícia de que a escuta telefônica que vazou durante o Festival Folclórico de Parintins teria autorização judicial. Pode, se isso for confirmado, ser usada no processo iniciado pelo Ministério Público Estadual (MPE). Já foram ouvidos os presidentes de Caprichoso e Garantido. A máfia que manipula os resultados do festival nunca esteve tão ameaçada.

 

Tráfico x roubo

Comando da segurança pública no Amazonas se debruça sobre o dilema do cobertor curto no setor. Quando o combate ao tráfico melhora e toneladas de droga são apreendidas, os traficantes se descapitalizam e buscam dinheiro novo aumentando a estatística de assaltos. Só num quarteirão da Joaquim Nabuco, na semana passada, foram arrombadas três lojas.

 

Deputado Ferraz

O deputado estadual Augusto Ferraz (DEM), em primeiro mandato, garimpou votos visitando quase diariamente o comércio do Centro, onde tem várias lojas. Ganhou e sumiu. Não apareceu nem para ver o que houve na loja dele, uma das que foram assaltadas na semana passada.

 

Coari

O prefeito de Coari, Raimundo Magalhães, empossado dia 16/04, tem diminuído drasticamente a folha do Município. Só que a queda da receita ganha dele. Em junho, a redução foi de R$ 500 mil, mas a receita caiu R$ 800 mil. A Prefeitura de Coari sofre os percalços dos desmandos de prefeitos, de Adail Pinheiro a Igson Monteiro, e da falta de alternativa econômica. Vive dos repasses federais, o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e royalties do petróleo de Urucu, além do estadual ICMS. Renda própria, nenhuma.

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