A Eletrobras Amazonas Energia prometeu, durante muito tempo, que a construção do Linhão de Tucuruí seria a panaceia dos problemas de geração e fornecimento em Manaus. Tal medida colocaria a capital e o Amazonas no Sistema Nacional de Energia e permitiria que quando uma usina tivesse problemas fosse simplesmente retirada da rede… e o fornecimento ficaria preservado. Não é o que tem sido visto em Manaus. E o Amazonas precisa cobrar que o prometido seja cumprido.
A Manaus Ambiental, por outro lado, tem usado sistematicamente os apagões de energia como justificativa para os reiterados cortes no fornecimento de água. O que nenhum técnico diz é a razão de a Ponta do Ismael, onde está localizada a principal estação de tratamento de água da cidade, não ter um gerador próprio, devidamente cotejado por sistema de nobreak. Assim, quando faltasse energia, haveria sustentação no fornecimento, mesmo naqueles instantes antes de o gerador entrar em ação.
A justificativa de que a energia necessária para a Ponta do Ismael é de alta monta não vale. As cidades do interior, como Parintins, com mais de 100 mil habitantes, são movidas a geradores.
Redundância, backup, prevenção, planejamento. É tudo que se espera de serviços públicos concedidos. O Estado do Amazonas, o Governo Federal, o Tesouro Nacional e a Prefeitura de Manaus, os erários nacional, estadual e municipal investiram, somados, alguns bilhões de reais para dar segurança ao manauara.
Nada a ver com os apagões, de água e energia, que se tornam cada vez mais frequentes, justo quando mais esses serviços são necessários. O que ocorreu na canícula de domingo, quando a usina da Ponta Negra parou e Manaus ficou no escuro, ninguém merece.
Veja mais notícias em Opinião