A Secretaria Estadual de Saúde (Susam), em parceria com o Ministério da Saúde, promove nesta segunda e terça-feira (18 e 19) a capacitação “Avaliação de Risco e Manejo Clínico de Pacientes com Suspeita de Chikungunya”. O curso será coordenado pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) e realizado no auditório da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD). A programação deve alcançar cerca de 450 profissionais de saúde, distribuídos em três turmas, nos dois dias de capacitação. As turmas funcionarão nos seguintes horários: nesta segunda-feira (18), o curso será ministrado das 14h às 17h; na terça-feira (19), haverá uma turma pela parte da manhã, das 9h às 12h, e outra pela parte da tarde, das 14h às 17h.
Um dos palestrantes do curso será o infectologista Kleber Giovanni Luz, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), uma das referências no assunto no País e consultor do Ministério da Saúde para o tema.
A Febre Chikungunya é uma doença infecciosa, causada pelo vírus chikungunya (o CHIKV) e que pode ser transmitida pelos mosquitosAedes aegypti (transmissor da dengue) e Aedes albopctus (transmissor da febre amarela). Até o momento, não há registros de casos autóctones (de transmissão local) da doença no Brasil, apenas de pessoas que contraíram o vírus no exterior. “No entanto, a probabilidade de o vírus passar a ter transmissão interna é grande. Nós mesmos aqui, na região, temos a situação da Venezuela e das Guianas, países vizinhos, que já registram transmissão ativa do vírus. Precisamos estar com tudo alinhado para monitorar, diagnosticar e fazer o manejo clínico dos casos suspeitos ou confirmados da doença e esta capacitação é muito importante para esse preparo”, ressalta o diretor-presidente da FVS, Bernardino Albuquerque.
A nova doença, explica Bernardino, tem manifestação semelhante à dengue, com febre alta e súbita, erupções na pele, dores musculares, tendo como principal característica as dores nas articulações. Não há, como na dengue, a manifestação hemorrágica da doença, mas as dores nas articulações podem comprometer os movimentos e perdurar por muitos meses. “Esse é o principal problema para o paciente, que terá de fazer um acompanhamento longo”, diz Bernardino.
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