Uma cesta tecida em tramas de concreto
recebe a gema rara do esporte de escol,
ovo de tartaruga e ovo de sururina,
é voz das multidões a celebrar o gol.
Reina o tempo infinito enquanto não balança
em fração de segundos a bola na rede,
rola nos pés a esfera, é sonho de artilheiro,
festa das galerias onde a vida rende.
É um lugar de paz e abraço universal,
um grito de mil vozes solto no infinito
mais fraterno do mundo em várias etnias
cantando uma canção, maior dentro do peito.
É também uma cesta de flores colhidas
nas ramagens das árvores, luz da Amazônia
dada a louvar as gentes que vêm e não partem
sem antes receber no rosto o seu aroma.
Na arena a voz em coro é veloz como a bola
chutada de trivela no ângulo do gol.
(7/12/2013)
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* Elson Farias é jornalista, poeta, escritor, membro da Academia Amazonense de Letras.