Membros das esferas municipais e estaduais, ONGs e representantes de diversas entidades reuniram-se, na quinta-feira 30 de janeiro, no auditório da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) para debaterem as propostas iniciais para a criação do “Comitê Local de Proteção a Crianças e Adolescentes Pró-Copa do Mundo”.
A apresentação do plano vem sendo elaborada há algumas semanas. O trabalho começou com a descrição do que vai ser esse Comitê, bem como sua ação na cidade de Manaus, antes, durante e após o período da Copa do Mundo. Nas próximas semanas, as propostas devem seguir para ajustes da comissão que está encarregada da criação do Comitê.
O projeto tem como finalidade ser um vigilante social de crianças, adolescentes e mulheres em risco, visando o enfrentamento diário de toda e qualquer violação dos direitos desses grupos. A ideia é ainda chamar a atenção da sociedade civil organizada e autoridades para este debate a fim de uma mudança de postura em defesa dos direitos humanos.
A secretária-executiva da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Seas), Graça Prola, disse que a criação do Comitê já era planejada há algum tempo, mas no processo foi detectado que não havia necessidade de duas unidades deles (um municipal e outro estadual) atuando na mesma atividade.
Com essa observação, foi possível reunir-se com a Prefeitura e delegar apenas um Comitê estando este sob a responsabilidade da administração municipal, por meio da Semasdh, sendo apoiado pela Seas e outros parceiros.
Graça explicou que tanto o Poder Municipal quanto o Estadual estão preocupados e atentos à Copa do Mundo, já que se trata de um grande evento.
A proposta é evitar que crianças e adolescentes sejam vítimas de trabalho infantil, tráfico internacional, exploração sexual, abandono, e negligência, principalmente neste período. Pois, durante a Copa do Mundo na África do Sul, foi relatado que muitos jovens desapareceram de Joanesburgo e não retornaram mais a cidade.
Nesse sentido, o Comitê vai enfrentar tais situações, visto que o fluxo de turistas internacionais na cidade de Manaus e demais cidades-sedes da Copa do Mundo no Brasil vai ser alto.
A diretora do Departamento de Proteção Social Especial (DPSE) da Semasdh, Gecilda Albano, explicou que o planejamento de ações desta e das próximas reuniões vai ser para pactuar o Comitê e delegar as atividades para cada órgão e entidades envolvidas na criação e atividades deste.
A secretaria municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Goreth Garcia Ribeiro, relatou sua preocupação no sentido de Manaus proteger suas crianças e adolescentes.
Para a chefe da Plataforma Amazônia do Unicef, Unai Sacona, um dos grandes desafios é também estimular os turistas nacionais e internacionais que aqui chegarem a se tornarem agentes transformadores, sabendo a quem recorrer em casos envolvendo crianças, adolescentes, homens e mulheres.
E que a comunicação por meio de materiais impressos, mídia eletrônica, e outros meios sejam feita além do português, em no mínimo duas línguas estrangeiras como inglês e espanhol, levando-se em consideração as estatísticas de visitantes para o período da Copa.
Fazem parte do Comitê, Semasdh, Seas, ONGs, Cedeca Pé na Taba (Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente), Amazonastur, Manauscult, CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente) CEDCA-AM (Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente), conselhos tutelares, UNICEF, entre outras entidades, formando assim uma rede de proteção à criança e ao adolescente na cidade de Manaus e no estado do Amazonas.
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