27/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Bairros sofrem com falta de energia e deputados cobram explicação da Amazonas Energia

Publicado em 04 de dezembro, 2013

Pelo menos cinco bairros das zonas Centro-Sul e Norte de Manaus sofreram interrupção no fornecimento de energia das 22h de terça-feira (3) até as 3h desta quarta-feira (4). Várias denúncias foram encaminhadas à Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Estado (CDC-Aleam).

Por conta disso, o presidente da CDC-Aleam, deputado estadual Marcos Rotta (PMDB), cobrou, na manhã desta quarta-feira (4), uma política eficaz de distribuição de energia e defendeu que a Amazonas Energia seja investigada. “Após duas horas sem energia, entrei em contato com a empresa por meio do call center e a atendente informou que não havia registros da falta de energia nos locais citados por mim”, afirmou Rotta.

“É um absurdo, em plena era tecnológica, uma prestadora de serviço não ter meios para identificar um apagão na cidade. Isso é inadmissível. O pior é que, desta vez, não houve vendaval, temporal ou furacão que justificasse um apagão de cinco horas”, lamentou Rotta.

Na avaliação do líder do PMDB, é difícil para o Estado continuar convivendo com essa falta de comprometimento da Amazonas Energia. “Isso depõe contra o desenvolvimento do nosso Estado, gera prejuízos à sociedade, à economia e, principalmente, transtornos às unidades de saúde”, comentou Rotta, ao ressaltar que, em parceria com diversos órgãos de defesa do consumidor, já chamou a concessionária a sua responsabilidade, mas até o momento a empresa não cumpriu com o seu papel, que é de prestar bons serviços ao Estado.

Na tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), o parlamentar enumerou as diversas ações da CDC-Aleam e de outros órgãos de defesa do consumidor contra a Amazonas Energia, como ações judiciais, abertura de processos administrativos no Procon-AM e aplicação de multa e até um Inquérito Civil Investigatório, em andamento no Ministério Público do Estado (MP-AM). “No entanto, apesar dos inúmeros esforços, a concessionária continua prestando um serviço falho de distribuição de energia elétrica”.

“Pelo montante de investimentos já anunciado, essa concessionária já teve todas as condições financeiras para sair do caos em que se encontra, mas não obteve nenhum resultado. Ou se obteve, nenhum foi direcionado a beneficiar o consumidor, que segue sofrendo com os sucessivos apagões”, ressaltou Rotta.

Rotta destacou ainda as audiências públicas realizadas na Casa Legislativa para tratar dos problemas da Amazonas Energia e, principalmente, dos compromissos firmados pela direção da empresa para solucioná-los. “Por conta disso, não vejo outra maneira a não ser defender uma investigação na concessionária de energia elétrica, para que todos possamos ter à disposição o que é garantido pela legislação: uma energia limpa, barata, eficiente e contínua”, concluiu o peemedebista.

Ainda durante o pronunciamento, Rotta foi aparteado pela maioria dos deputados presente em plenário. Os parlamentares comungaram da mesma opinião de Rotta e ressaltaram o quanto é falho o serviço da Amazonas Energia. O parlamentar Fausto Souza enfatizou a necessidade de uma intervenção na concessionária e afirmou que o irmão, deputado federal Carlos Souza, recebeu do ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, a garantia de que a Amazonas Energia passaria por uma fiscalização.

Já os deputados Washington Régis e Conceição Sampaio relataram alguns transtornos provocados pela interrupção no fornecimento de energia tanto na capital quanto no interior do Estado.

Distribuição

Rotta aproveitou para falar sobre os lucros da Amazonas Energia. Segundo ele, 80% da energia produzida vêm das produtoras independentes (PIs). “Isso prova que a concessionária é incapaz de gerar a própria energia, por isso compra das produtoras. Logo, se a empresa não produz, concluo também que ela é incapaz de criar uma política de distribuição eficaz de energia, que é o que sobra para a concessionária gerenciar”, lamentou.

O parlamentar afirmou ainda que irá sugerir que o nome da empresa seja alterado. “Vou defender que se retire do nome da concessionária a palavra Amazonas, uma vez que isso associa o nosso Estado a uma empresa incompetente e irresponsável, que deve mais de R$ 1 bilhão em ICMS ao Estado”, comentou Rotta.

 

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