A Secretaria de Estado da Saúde (Susam) realizou nesta quarta-feira (28) a I Oficina regional de alinhamento conceitual das linhas de cuidados e políticas transversais prioritárias da Rede de Urgência e Emergência da Região Norte. O evento foi realizado em parceria com o Ministério da Saúde e contou com a participação de profissionais dos estados do Amazonas, Acre, Rondônia, Tonantins e Pará.
Durante o evento os técnicos do Ministério da Saúde apresentaram aos participantes o desenho da rede de urgência e emergência (RUE), que será implantada nos estados e municípios com o objetivo de oferecer um atendimento mais qualificado e resolutivo aos Usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país.
A médica Regina Maria Xavier, da coordenação geral de média a alta complexidades, do Ministério da Saúde, apresentou a proposta do MS para a implantação da linha de cuidados do paciente vítima de infarto agudo do miocárdio.
Segundo a médica a população brasileira está envelhecendo e por conta disso há um aumento no número de pessoas vítimas de doenças crônicas no país. “Diante dessa situação o país precisa se preparar para conseguir atender essa demanda crescente e por isso nós estamos apresentando essas propostas de trabalho, para que todos possam se alinhar e ter uma estrutura adequada”. Ela relata que as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo e no Brasil, considerando apenas o ranking de doenças crônicas.
A linha de cuidados prega que a principal medida a ser tomada é a prevenção e o controle dos fatores de risco, como a hipertensão arterial. “As Unidades Básicas de Saúde (UBS) precisam fazer um bom trabalho no controle dos fatores de risco para evitar que o paciente desenvolva o infarto”. Além disso, a médica explica que os pacientes devem ser orientados quanto aos sintomas da doença e que ao menor sinal de um deles procurem imediatamente uma unidade de urgência e emergência. “É ir além do atendimento médico e realizar um trabalho educativo, que surtirá um efeito a médio e longo prazos”.
Além disso, a coordenadora destaca que o Ministério da Saúde também orienta para que os estados tenham suas estruturas organizadas para oferecer um atendimento rápido e efetivo aos pacientes vítimas de infarto agudo do miocárdio. “Esse paciente é grave e precisa ser atendido com a máxima urgência possível, pois cada minuto é precioso, tanto para manter sua vida quanto para evitar que ele fique com sequelas e perca qualidade de vida”, relata Regina.
O protocolo proposto pelo Ministério da Saúde foi estudado durante o evento e a coordenadora orientou aos participantes que adaptem o material à realidade de seus estados, trabalhando com a estrutura já montada e identificando o que precisa ser melhorado.
O secretario executivo das ações de saúde do interior do estado, Evandro Melo, explica que o Amazonas já tem implantado o algumas ações propostas no protocolo como a disponibilização do tratamento trombolítico para os pacientes vítimas de infarto agudo do miocárdio, ofertado na capital e em nove municípios do interior do
estado.
“Nós temos esse tratamento disponível na capital e treinamentos nossos médicos para fazer o tratamento também no interior. Já fizemos algumas intervenções, todas com sucesso, salvando a vida do paciente e evitando que ele fique com sequelas”, disse.
O secretário também destacou que os médicos do interior contam com o suporte técnico da equipe de cardiologistas do Hospital Francisca Mendes que é a unidade de referência em cardiologia no estado do Amazonas, utilizando o programa de Telemedicina, que também é uma recomendação do Ministério da Saúde.
Também foi apresentado o protocolo da linha de cuidados com os pacientes vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC), que o estado do Amazonas também já adotou no início deste ano ofertando o tratamento trombolítico para nos Prontos Socorros 28 de Agosto e João Lúcio Pereira Machado. “Nós já estamos implantando os protocolos, dentro das peculiaridades do nosso estado e estamos avançando na questão da implantação da RUE, tanto na região metropolitana de Manaus, quanto no interior do estado, começando pela região do Alto Solimões”, disse Evandro Melo.
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