20/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Semsa adota folheto bilingue nas ações voltadas para imigrantes haitianos

Publicado em 21 de agosto, 2012

Pelos cálculos da secretaria municipal de saúde, o número de imigrantes haitianos residentes em Manaus diminuiu. Boa parte dos mais de cinco mil registrados nos primeiros meses deste ano seguiu viagem para outros estados do sul e sudeste em busca de emprego, entretanto os que ficaram ainda são motivo de preocupação para as autoridades de saúde, principalmente em relação a Aids e outros doenças sexualmente transmissíveis.

Para facilitar o atendimento aos haitianos, a Gerência Municipal de DST/Aids e Hepatites Virais da Semsa editou um folheto em português e crioulo, principal idioma falado naquele país.

A médica Luciana Damasceno Costa, que coordenou a elaboração do folheto, explica o material informativo foi confeccionado em conjunto com a Fundação Alfredo da Matta e aborda as características e medidas de prevenção relativas a vários tipos de Doenças Sexualmente Transmissíveis, além de indicar os centros de referência para tratamento dessas doenças, na rede pública de saúde local.

Segundo Luciana Costa, como as autoridades de saúde locais ainda não tem um diagnostico concluído sobre o quadro de saúde dos imigrantes haitianos, o folheto foi elaborado com base nos dados relativos ao país.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Francisco Deodato, a elaboração do material educativo se junta a outras iniciativas que vêm sendo adotadas para facilitar a comunicação dos profissionais de saúde com os imigrantes haitianos e, destes, com as equipes de atendimento da rede pública.

O destaca o secretário lembra que no inicio do ano  a Semsa realizou um cadastramento destinado a vincular os imigrantes haitianos residentes na cidade, às Unidades Básicas de Saúde da área onde moram. E que na ocasião, os servidores da Saúde que atuaram no cadastramento, participaram de um treinamento ministrado pela organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteira, onde receberam noções básicas sobre o idioma crioulo, informações sobre a história do povo haitiano e os aspectos socioeconômicos e culturais daquele país.

Inicialmente, foram confeccionados três mil folhetos, que serão utilizados nas ações educativas desenvolvidas em Parceria com a Pastoral do Migrante. Exemplares também foram disponibilizados para a Fundação Alfredo da Matta e a Fundação de Medicina Tropical.

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