Em maio de 2012, a produção industrial do Amazonas ajustada sazonalmente recuou -2,8% frente ao mês imediatamente anterior, segunda taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação, acumulando nesse período perda de 8,0%. Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral recuou 0,7% entre os trimestres encerrados em maio e abril e permaneceu com a trajetória descendente iniciada em setembro do ano passado.
Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial do Amazonas registrou queda de -14,7% em maio de 2012, acentuando o recuo de -10,8% assinalado em abril último. Com isso, no índice acumulado nos cinco primeiros meses de 2012, o setor industrial do Amazonas recuou -6,5% frente a igual período do ano anterior. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos doze meses, avançou 1,1% em maio de 2012, mas com perda de ritmo frente aos resultados de março (4,1%) e de abril (3,0%).
A produção industrial do Amazonas, com o recuo de -14,7% em maio de 2012 assinalou a queda mais intensa desde abril de 2009 (-21,4%), ambas as comparações contra igual período do ano anterior. Entre as onze atividades pesquisadas, nove apresentaram redução na produção, com material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-20,8%), outros equipamentos de transporte (-20,2%) e máquinas e equipamentos (-46,7%) apontando os principais impactos negativos sobre a média global. Nesses setores destacaram-se, respectivamente, os recuos na fabricação dos itens: telefones celulares; motocicletas e suas peças; e fornos de micro-ondas e aparelhos de ar-condicionado. Vale citar também as influências negativas vindas dos ramos de refino de petróleo e produção de álcool (-28,5%), edição, impressão e reprodução de gravações (-12,1%) e equipamentos de instrumentação médico-hospitalar, ópticos e outros (-11,5%), pressionados em grande parte pela menor fabricação de gasolina automotiva e óleo diesel, no primeiro ramo, discos de vídeo (DVD), no segundo, e relógios no último. Por outro lado, as influências positivas vieram dos setores de alimentos e bebidas (9,8%) e de produtos químicos (19,8%) impulsionados, principalmente, pelos avanços na produção de preparações em pó e em xarope para elaboração de bebidas e oxigênio, respectivamente.
O indicador acumulado para os cinco primeiros meses de 2012 assinalou recuo de 6,5% frente a igual período do ano anterior, com perfil generalizado de taxas negativas, já que nove das onze atividades apontaram queda na produção. A indústria de máquinas e equipamentos (-25,7%) exerceu a maior influência negativa no resultado global, vindo a seguir os impactos registrados por outros equipamentos de transporte (-11,5%), material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-3,7%), edição, impressão e reprodução de gravações (-11,1%), equipamentos de instrumentação médico-hospitalar, ópticos e outros (-9,5%) e produtos de metal (-5,5%). Nessas atividades sobressaíram, respectivamente, os recuos na produção de aparelhos de ar-condicionado e fornos de micro-ondas; motocicletas e suas peças; telefones celulares; discos de vídeo (DVD); relógios; e lâminas de barbear. Por outro lado, os dois ramos que apontaram crescimento na produção foram: produtos químicos (33,9%) e refino de petróleo e produção de álcool (5,1%), impulsionados pela maior fabricação de oxigênio, no primeiro setor, e de gasolina automotiva, no segundo.
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