Manaus foi certificada pelo Ministério da Saúde por ter alcançado, em 2010, o índice superior a 95% na proporção de casos de Tuberculose com o encerramento informado ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Este indicador reflete a qualidade da vigilância epidemiológica relativa à doença, efetuada no município. “Trata-se de um indicador operacional de grande relevância, por meio do qual se pode acompanhar o desfecho de cada caso notificado. Esta informação é de fundamental importância, por exemplo, para a avaliação da efetividade das ações desenvolvidas pelos programas de prevenção e controle da Tuberculose e para o planejamento dessas ações”, destaca o secretário municipal de Saúde, Francisco Deodato.
A certificação foi concedida durante o V Encontro Nacional de Tuberculose e II Fórum de Parceria Brasileira contra a Tuberculose, realizados em Brasília, aberto no dia 31 de maio e encerrado no último sábado, 2 de junho. O evento foi organizado pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), do Ministério da Saúde, em parceria com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), Rede de Pesquisadores em Tuberculose/Rede-TB e Parceria Brasileira contra a TB (Stop TB Brasil), com a participação de vários especialistas e autoridades.
O coordenador do Programa Municipal de Controle da Tuberculose, enfermeiro Jair Pinheiro, que representou a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) no evento de Brasília, destacou que sem o alcance do indicador “Proporção de Casos Novos de Tuberculose com Encerramento Informado”, a análise dos demais indicadores da doença fica com a avaliação comprometida, pois não é possível acompanhar, de forma fidedigna, os índices de cura, abandono de tratamento ou óbitos relacionados à doença. “Por isso, é tão importante o cumprimento do indicador avaliado pelo Ministério da Saúde”, reforçou o coordenador.
Jair salientou que, além da própria Equipe Técnica das Ações de Controle da Tuberculose, da Semsa, contribuíram para o bom desempenho da capital, neste indicador, as demais instituições parceiras, como a Policlínica Cardoso Fontes, a Fundação de Medicina Tropical (FMT), o Ambulatório Araújo Lima/Hospital Universitário Getúlio Vargas, os membros do Comitê Municipal de Combate à Tuberculose, que participam efetivamente das atividades de monitoramento e avaliação das ações dos serviços de saúde e os profissionais de toda esta rede, que cumprem com o fluxo regular de informações sobre a doença.
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