A Delegacia Especializada em Prevenção e Repressão a Entorpecentes (Depre), da Polícia Civil, prendeu hoje um casal suspeito de liderar o tráfico de drogas no bairro Praça 14 de Janeiro, zona Sul de Manaus, em cumprimento a um mandado de prisão expedido pelo juiz Mauro Antony, da 2ª Vara Especializada em Crimes de Uso e Tráfico de Entorpecentes (2ª Vecute). Os dois estavam sendo investigados há cerca de cinco meses e tiveram três carros de luxo apreendidos durante a ação da polícia.
De acordo com o titular da Depre, Divanilson Cavalcanti, com os presos Dernilson Júlio Ferreira da Silva, conhecido como “Sassá”, 27 anos, e a mulher dele, Jaina Rebello da Silva, 28, a polícia apreendeu três veículos modelos Cerato, Corolla e Audi A4, que serão encaminhados à Justiça. “Em depoimento eles afirmaram que os carros foram comprados com dinheiro de tráfico, e por isso os veículos foram apreendidos e serão encaminhados junto com o inquérito da delegacia, como determina a legislação”, informou o delegado.
Divanilson ressalta que Júlio Ferreira é estudante do curso de Farmácia de uma faculdade particular de Manaus e era uma espécie de químico da quadrilha. “Ele não estudava farmácia à toa. As investigações indicam que ele era o próprio químico da quadrilha, preparando a droga para ser vendida. O jovem viu no tráfico uma maneira de ganhar dinheiro”, disse.
Com a morte de três grandes traficantes da Praça 14 nos últimos anos, ‘Sassá’ conseguiu ganhar novos mercados na zona Sul da cidade, segundo o delegado. Neste ano, mais de 15 pessoas suspeitas de integrar a quadrilha de ‘Sassá’ já foram presas.
O delegado informou ainda que os mais de 100 quilos de maconha apreendidos pela Polícia Civil em Manaus, há cerca de três meses, pertenciam ao grupo de Júlio Ferreira. A droga foi avaliada em cerca de R$ 200 mil. “Com a prisão deles, estamos desarticulando uma grande quadrilha de tráfico de drogas que tinha base na Praça 14, mas também fazia distribuição em outros bairros”, afirmou Divanilson.
Além de tráfico de drogas, o delegado Divanilson Cavalcanti informou que os presos são suspeitos de homicídios e de porte ilegal de armas.
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