20/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Prefeitura inicia, na próxima semana, mutirões de limpeza para combate à Dengue

Publicado em 19 de outubro, 2011

A Prefeitura de Manaus vai iniciar, já na próxima semana, os mutirões de limpeza pública que percorrerão os bairros da cidade, como parte das medidas que integram as ações da “Operação Impacto de Combate à Dengue”, que será oficialmente lançada no dia 31 de outubro. Nesta segunda-feira (17), as secretarias municipais de Saúde (Semsa) e Limpeza Pública (Semulsp) começaram a trabalhar no cronograma dos mutirões, que será montado tomando por base o Levantamento de Índice Rápido de Infestação do Aedes Aegypti (LIRAa), realizado pela Prefeitura de 3 a 13 deste mês. “A população será avisada com antecedência e orientada sobre o tipo de resíduo que deve ser priorizado, durante a realização dos mutirões”, informa o subsecretário municipal de Limpeza Urbana, Túlio Kniphoff.

 O secretário municipal de Saúde, Francisco Deodato, salienta que, além de apontar as áreas da capital onde há maior presença do mosquito da dengue, o LIRAa mosta, também, os tipos de criadouros que mais estão contribuindo para a proliferação do vetor. Segundo ele, os mutirões de limpeza vão começar pelos bairros onde o levantamento indicou que o lixo (garrafas, latas, ferros-velhos, carcaças de eletrodomésticos, entre outros) é o principal criadouro. “Esse tipo de resíduo é, basicamente, aquele que as pessoas vão acumulando no fundo do quintal e que acabam funcionando como depósito de água parada, ambiente propício à reprodução das larvas do mosquito da dengue”, explica Deodato.

De um modo geral, em Manaus, a principal contribuição para a proliferação do mosquito da dengue está sendo dada pelos depósitos de armazenamento de água no nível do chão (como é o caso de camburões), mantidos sem tampa. Esses depósitos respondem, segundo o último LIRAa, por 51,6% dos criadouros. Em seguida, vem o lixo (garrafas, latas, ferros-velhos, entre outros), com 24,4% e, depois, os chamados depósitos móveis (vasos, pratos de vasos de plantas, pingadeiras de bebedouros ou geladeiras, entre outros), com 12,5%.

Túlio Kniphoff explica os mutirões iniciarão com o suporte de 15 caçambas e duas pás-carregadeiras, que farão o recolhimento do lixo. “As pessoas devem ficar atentas aos avisos sobre a chegada do mutirão em sua rua. Neste dia, devem providenciar a limpeza e colocar na rua o lixo que estava no fundo do quintal. É importante que as pessoas façam a seleção correta desses resíduos. O objetivo do mutirão não é recolher, por exemplo, restos de poda de arvores ou similares”, orienta o subsecretário de Limpeza Pública.

Na Operação Impacto de Combate à Dengue 2010/2011, os mutirões de limpeza, realizados no período de 1º e fevereiro a 3 de maio, garantiram o recolhimento de 62.245 toneladas de resíduos. Os mutirões foram realizados por meio de parceria entre a Prefeitura e a Secretaria da Região Metropolitana de Manaus (SRMM).

LIRAa – Na última sexta-feira (14), a Semsa divulgou o resultado quarto LIRAa realizado neste ano. De acordo com o levantamento, o índice de infestação pelo mosquito da dengue, na capital amazonense, está em 1,3% e a zona Leste é a área com maior risco para ocorrência de casos da doença em Manaus, especialmente nos bairros de São José e Jorge Teixeira.

Pelos parâmetros do Ministério da Saúde, o índice apurado pelo LIRAa, que é realizado trimestralmente pela Prefeitura de Manaus, é de médio risco para casos de dengue, patamar que vai de 1% a 3,8%. Em Manaus, esse índice está em queda. Saiu de 4,4% em janeiro deste ano, caiu para 2,6% em abril, chegando a 1,3% em julho e mantendo-se neste mesmo nível em outubro.

O secretário municipal de Saúde, Francisco Deodato, disse que o resultado reflete o acerto da estratégia adotada pela Vigilância Epidemiológica do município de intensificar as ações, principalmente, com a finalidade de manter a população mobilizada no combate à dengue. Um exemplo dessa mobilização é a atividade denominada “Um Dia Contra a Dengue”, que vem sendo realizado pela Semsa mensalmente.

Francisco Deodato alertou, no entanto, que a antecipação do período das chuvas é uma variante que deve ser considerada, porque pode mudar esse quadro, elevando rapidamente o índice de infestação predial (IIP) do mosquito na cidade. Segundo ele, vislumbrando essa possibilidade, a Prefeitura já está finalizando os preparativos para lançar, no dia 31 de outubro, a “Operação Impacto de Combate à Dengue”, que será executada em parceria com o Governo do Estado e as Forças Armadas. “Normalmente lançamos a operação no mês de dezembro, mas há vários indicativos que nos fizeram decidir pela antecipação das ações”, frisou o secretário.

Um desses indicativos é o fato de as autoridades de saúde do País já trabalharem com a perspectiva de que o Brasil enfrentará uma grande epidemia de dengue no início do próximo ano, em virtude da circulação do vírus tipo 4. Deodato salienta que a grande maioria da população ainda está suscetível a este sorotipo da doença, que foi reintroduzido no País através da fronteira da Venezuela, com o vizinho estado de Roraima. No início deste ano, já como reflexo desta reintrodução, Manaus viveu uma epidemia de dengue. “Nossos esforços são para evitar que a situação se repita.”, disse o secretário.

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