19/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Proteção da Reserva Legal deve ser compartilhada com o Estado, defende Eduardo Braga

Publicado em 22 de agosto, 2011

Em aparte ao discurso do presidente da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) do Senado Federal, senador Rodrigo Rollemberg (PSB), o senador Eduardo Braga (PMDB) voltou a defender o compartilhamento da responsabilidade de proteção da reserva legal entre os proprietários rurais e o Estado. Para Braga, a reserva legal não pode ser um ônus, um problema ou um peso para o dono da terra.

“Se é uso social da terra, é importante reconhecer que tem que haver um compartilhamento do uso social da terra com o Estado”, enfatizou o senador amazonense.

Ao comentar informação de Rollemberg sobre os baixos índices de umidade do ar no Distrito Federal, Eduardo Braga ressaltou que duas semanas atrás a capital do Amazonas, historicamente com índices de umidade elevados, também sofreu com o problema.

“Em Manaus, houve quedas históricas jamais registradas desde que a umidade relativa do ar vem sendo medida. Chegou-se ao ponto de, equivocadamente, manchetes nos meios de comunicação anunciarem que Manaus estava com 18% de umidade relativa do ar. Na realidade, o que houve foi uma queda de mais de 48% dos índices, o que fez com que a temperatura aumentasse de forma assustadora na cidade”, informou.

Ao concordar com as posições defendidas por Rollemberg em relação ao Código Florestal, Braga também defendeu a inclusão dos serviços ambientais no texto do novo Código, que é analisado no Senado pela CMA e pelas comissões de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) e Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informação (CCT), da qual Eduardo Braga é presidente.

“Creio que nessas três comissões, viveremos um momento histórico e oportuno. E nossa grande oportunidade é de que nós possamos chegar na conferência Rio Mais 20 com o Brasil sendo líder, vanguardista da construção de um mercado nacional que possa equilibrar o clima, equilibrar o ritmo hidrológico, preservar a floresta em pé e estabelecer a fronteira da nova economia da biodiversidade que, eu tenho certeza, será extremamente importante para as futuras gerações do nosso Brasil”, frisou.

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