25/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Triste fim de um ícone do Amazonas!

Publicado em 24 de janeiro, 2017

Por Itamar Souto

Em época de outrora o Ariaú fez praticamente sozinho o papel que deveria ter mais participação institucional, a divulgação do Amazonas pelo mundo!

Ao visualizarmos estas fotos do seu estado atual, podemos interpretar o triste caminho que a atividade turística está seguindo!

Muitos empreendimentos estão fazendo verdadeiros malabarismos para conseguir sobreviver, não só por conta da crise econômica, isto porque os problemas na atividade turística já se fazem presente há longa data. E aqui não falamos somente da hotelaria no Estado; mas também dos outros segmentos que compõe a cadeia produtiva do turismo como as Instituições de Ensino Superiores-IES, que não estão conseguindo formar novas turmas de turismo (uma década atrás tínhamos 8 IES, hoje mal temos 4), e, os bacharéis formados ou estão migrando para outras áreas ou trabalhando em outros setores e sonhando com a melhoria do fluxo turístico e, consequentemente, vagas de trabalho.

Os guias de turismo não vivem só da atividade turística, muitos trabalham em outras áreas e nos períodos melhores fazem “bicos” como guias de turismo; muitos Restaurantes fecharam; as Locadoras de carros com estoque baixo mandando carros para outras cidade pois aqui não  tem demanda suficiente para manter as lojas; empresas organizadoras de eventos também sofrem, taxistas saindo das associações e cooperativas para trabalhar como lotação na busca por manter sua sobrevivência; locadoras de ônibus vendendo veículos de sua frota, e, consequentemente desempregando; hotéis baixando os valores de suas diárias e mesmo assim não conseguem gerar ocupação; agências de Turismo receptivo sem movimento, e, ainda tendo que manter seus barcos e tripulações armada já que a legislação trabalhista para os marítimos é rígida, tornando difícil manter essa estrutura no Amazonas.

A atividade turística pode ser considerada um doente na UTI, com poucas chances de sobreviver, isto porque não aplicamos o remédio certo para seu tratamento, e, sim, de forma equivocada e em doses homeopáticas damos remédios que só prolongam a sobrevida, mas de forma agonizante.

E antes que abram o discurso de que temos o tom pessimista, informamos que falamos sobre a realidade, pois somente percebendo a REALIDADE poderemos entender quais remédios necessários para salvar este enfermo!

E entendemos que uma andorinha só não faz verão!

Esta é a percepção dos representantes do TRADE TURÍSTICO DO AMAZONAS

 

* Diretor do Departamento de Verificação de Conformidade do Ipem

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Autor
Itamar Souto

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