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Um corpo em estado avançado de decomposição foi encontrado na tarde deste sábado (15) dentro de um igarapé localizado na rua Jackson da Macedo, no Conjunto João Paulo II, zona Leste de Manaus. O achado mobilizou moradores da área e equipes de segurança pública, que foram acionadas após populares avistarem o corpo parcialmente submerso.
De acordo com informações iniciais, os moradores perceberam a presença do corpo no início da tarde, quando passaram a notar um forte odor vindo da região. A área é cercada por residências e pequenas passagens, o que facilitou a visualização do material que boiava no igarapé. Após a confirmação visual, os populares acionaram as autoridades competentes.
Por causa do estado avançado de decomposição, não foi possível determinar no local se o corpo era de uma pessoa do sexo masculino ou feminino. As condições em que foi encontrado também impossibilitaram uma identificação preliminar, o que demandou a atuação imediata da perícia técnica.
Equipes do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) foram deslocadas até o igarapé para realizar a remoção e os primeiros procedimentos periciais. Técnicos examinaram o entorno e registraram imagens, além de recolher o corpo para análise mais detalhada. O Instituto Médico Legal (IML) ficou responsável por receber o material encontrado e iniciar o processo formal de identificação por meio de exames.
As causas da morte ainda são desconhecidas e só poderão ser determinadas após a emissão dos laudos da perícia. A Polícia Civil do Amazonas deve abrir inquérito para investigar as circunstâncias em que o corpo foi parar no igarapé, além de verificar se há indícios de violência ou se o caso está associado a outro tipo de ocorrência. Informações sobre desaparecidos na região também devem ser utilizadas para auxiliar no processo de identificação.
Moradores da área relataram que o igarapé costuma ser utilizado como passagem e recebe descarte irregular de resíduos, o que dificulta a visibilidade e aumenta o risco de ocorrências semelhantes passarem despercebidas por dias. As autoridades reforçaram a importância de que denúncias sobre movimentações suspeitas próximos a áreas de mata e cursos d’água sejam feitas imediatamente para facilitar o trabalho de investigação.
A Polícia Civil continuará acompanhando o caso e deve divulgar novas informações conforme o avanço das investigações.