O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), embaixador Ronaldo Sardenbeng, estará em Manaus no dia 11 de outubro, a pedido do deputado Marco Antônio Chico Preto (PP/AM), para explicar o plano de ação que será colocado em prática com o objetivo de reestruturar o sistema de telefonia no Amazonas e na região Norte.
O evento é resultado das audiências que constataram o caos registrado na telefonia no interior do Amazonas e contará com a participação do senador Eduardo Braga (PMDB/AM) – presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia e Comunicação do Senado -, e dos presidentes das concessionárias de telefonia.
Resultado
De acordo com o deputado Chico Preto, presidente da comissão de Gestão e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa do Estado (CGESP/ALEAM), a reunião é importante para dinamizar as soluções para os problemas apontados, porque conhecendo de perto as peculiaridades da região, Sardenberg poderá defender as melhores soluções com conhecimento de causa.
“Estamos contentes com o andamento do processo, particularmente, porque o trabalho da CGESP levantou um problema comum na região Norte e possibilitou a elaboração de plano voltado à reestruturação da telefonia na nossa região”, observa.
Chico Preto lembra, ainda, que a CGESP realizou audiências públicas nas dez maiores cidades do interior do Amazonas e constatou, entre outras coisas, a precariedade da prestação dos serviços de telefonia em todas elas.
Como exemplo ele cita o relatório sobre a qualidade do serviço de telefonia no interior que revela que, dos 2.026 orelhões instalados nas sedes dos municípios, apenas 145 estavam funcionando.
O trabalho constatou, também, a precariedade no serviço de internet que gera prejuízos diversos, inclusive aos órgãos do poder público, que têm comprometido o envio de documentos variados, particularmente as prefeituras, que enfrentam problemas com o envio de suas prestações de contas ao TCE e TCU.
Durante a apresentação do relatório em Manaus, o próprio presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM), desembargador João Simões, pontuou as dificuldades e os prejuízos provocados pela falta de um serviço de comunicação eficiente.
O desembargador deixou claro que, além de prejuízos financeiros, a ineficiência registrada no sistema de comunicação retarda a ação da justiça no interior.
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