09/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

FCecon é premiada em congresso de humanização na Bahia

Publicado em 23 de junho, 2016

A Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), unidade vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (Susam), foi premiada no 1o Congresso sobre Humanização, Acolhimento e Arte na Saúde, ocorrido em Salvador, Bahia, e teve um dos trabalhos desenvolvidos na instituição, reconhecido com um dos melhores entre os 28 apresentados no evento. O 1o Prêmio Humaniza incluiu três categorias distintas e contou com a participação de renomadas instituições brasileiras de referência em assistência à saúde.

O trabalho “Videohisteroscopia ambulatorial sem anestesia no serviço público de Manaus, Amazonas: uma abordagem humanizada, esclarecedora e lúdica, visando a adesão e resolutividade dos casos”, apresentado no simpósio, foi o segundo colocado, o que segundo o diretor-presidente da FCecon, cirurgião oncológico Marco Antônio Ricci, reflete o esforço da equipe hospitalar para a promoção de melhorias no âmbito da instituição. Ele destaca que a unidade vem passando por um processo de ampliação das ações em humanização, com a adoção de medidas que tomam como exemplo o que preconiza a política nacional elaborada pelo Ministério da Saúde (MS).

O trabalho, de autoria das médicas da FCecon Mônica Bandeira de Melo, Mirlane Cardoso, e da acadêmica de medicina da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Mylla Barral do Nascimento Almeida, avaliou a implantação da videohisteroscopia ambulatorial sem anestesia no hospital, que é referência no diagnóstico e tratamento do câncer em toda na Amazônia Ocidental. Em três anos, o serviço já contabiliza cerca de 740 procedimentos realizados com sucesso.

Humanização

O processo de humanização do exame, que é realizado no serviço público de Manaus apenas na FCecon, iniciou com a produção e exibição de um vídeo de quatro minutos e meio, idealizado pela ginecologista Mônica Bandeira de Melo. Nele, as pacientes submetidas a videohisteroscopias ambulatoriais recebem orientações sobre o que é o exame e quais as peculiaridades do útero, área do corpo feminino sujeita a alterações e lesões ao longo da vida.

O procedimento é utilizado no âmbito da instituição para detectar de forma precoce o câncer de endométrio – mucosa que reveste a parede uterina. Segundo Mônica Bandeira de Melo, além de ajudar de uma forma mais técnica as mulheres a conhecer melhor seu próprio corpo, as ilustrações desmistificam o procedimento, temido por parte das pacientes por desconhecerem como ele é executado. “Grande parte das mulheres que dão entrada na Fundação desconhece a localização do endométrio e qual a função da mucosa, que auxilia no alojamento do embrião na parede do útero, mas que também gera incômodos, já que todos os meses descama e ocasiona o fluxo menstrual”, explicou a ginecologista.

Conforme a especialista, a videohisteroscopia, realizada através do Serviço de Endoscopia da Fundação, permite a visualização da cavidade uterina e a avaliação do endométrio, possibilitando a detecção das lesões pré-cancerosas e/ou o diagnóstico precoce do câncer daquela camada interna do útero.

Vídeo

O vídeo apresentado a todas as pacientes que aguardam pelo exame na sala de espera, detalhes como a composição uterina, sua localização, o que é o endométrio e qual é a sua função e informa o passo a passo do exame. O procedimento consiste na introdução pelo canal vaginal de um histeroscópio (cilindro fino com microcâmera). Ele transmite a imagem a um monitor de TV para que o especialista avalie internamente o útero (colo e corpo). Através dele, também é possível a realização de biópsia (retirada de um fragmento de tecido ou da lesão por inteiro para submeter à análise histopatológica e confirmar ou afastar o diagnóstico de câncer). “Ao término dos esclarecimentos por vídeo, as pacientes seguem aguardando em uma sala ouvindo música instrumental relaxante e tranquilizadora, até a realização do exame. Trata-se de um processo intencional, que contribui para a adesão ao exame”, explicou a especialista.

Mônica Bandeira ressalta que o exame não utiliza anestesia por se tratar de um procedimento minimamente invasivo, que dura cerca de 10 minutos e dispensa internação ou cuidados especiais antes e após sua realização. “É importante salientar que a abordagem informativa é um diferencial no Serviço, em virtude do acolhimento e da elucidação das dúvidas de forma clara e acessível”.

 

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