Mais de 1500 congressistas participaram do 17º Congresso Internacional de Educação a Distancia que encerrou nesta sexta-feira (02/09), em Manaus. Para o Especialista em EAD e Membro da Comissão de Qualidade da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), Cássio Cabral, o evento atingiu a sua missão, que é a troca de experiências em relação ao planejamento, implantação e operação de programas de Ensino a Distância.
Dentre os debates discutidos em mesa-redonda, sessão plenária e apresentação de trabalhos científicos, o Congresso veio concretizar a proposta de crescimento no EAD para o Amazonas e os desafios a ser avançados referentes à qualidade da internet no interior do Estado, assim como pessoas que não tem intimidade no mundo virtual e a deficiência na credibilidade da formação por meio do EAD. Um dos fatores mencionados foi o projeto de banda larga para a região e a parceria do governo federal para que isso aconteça.
De acordo com Cássio Cabral, o Amazonas tem sido referência na Educação à distância. “Há duas instituições que exercessem esse trabalho com excelência, o Colégio Militar de Manaus (CMM) sendo o oitavo melhor do Brasil e o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (CETAM) que leva o EAD ao interior do Estado com o conteúdo do curso todo em CD”, afirma.
Com oito anos de EAD no Brasil, a modalidade tem a proposta de possibilitar uma graduação ou formação contínua para pessoas que não tem tempo de estar em sala de aula. Sendo uma formação individual, requer a auto-disciplina do aluno e a responsabilidade pela formação.
“O EAD esta conquistando seu espaço e o mercado tem buscado pessoas que estudam a distancia por dois motivos: pela auto-disciplina adquirida, já que o alunos tem a responsabilidade pela sua formação e o segundo fator é a disponibilização de tempo”, ressalta Cabral.
Segundo o especialista, a sociedade ainda tem uma preocupação em sofrer preconceitos no mercado se optar por uma formação a distância, quer seja em cursos de graduação ou tecnológico. Para evitar, existe uma lei que proíbe colocar no certificado a modalidade que o aluno cursou.
As instituições de nível superior por ordem do MEC devem destinar 20% de suas disciplinas a distancia para que o aluno tenha conhecimento da modalidade que segundo Cabral não difere na qualidade do conteúdo do ensino presencial.
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