19/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Comunidade da Ufam pede 10% do PIB para educação. Decisão sobre greve fica para quarta

Publicado em 22 de agosto, 2011

Para cumprir as metas de melhoria da qualidade do ensino no país até 2020, o Brasil precisa ampliar os investimentos na educação de 5% para 10% do Produto do Interno Bruto (PIB). O aumento percentual, uma das bandeiras levantadas pelo movimento docente, será tema de debate entre professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e demais representantes da comunidade acadêmica, nesta terça-feira (23), a partir das 09h. O evento ocorrerá na sede da Associação dos Docentes da Ufam (Adua), no Campus Universitário.

A expansão na aplicação de recursos para a educação, defendida pela categoria, acompanha estudo divulgado recentemente pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, segundo o qual, o Ministério da Educação precisa de R$ 108 bilhões a mais para cumprir as metas do Plano Nacional de Educação (PNE), nesta década. Pelos cálculos da pasta, R$ 61 bilhões seriam suficientes. “Sem os recursos necessários não há como atingir metas referentes à formação dos alunos, nem à qualificação dos professores”, disse o vice-presidente regional do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), Jacob Paiva.

O debate desta terça-feira (23) faz parte do calendário de mobilização aprovado durante Assembleia Geral (AG) dos professores, realizada na última quinta-feira (18), quando os participantes mostraram insatisfação com o resultado das negociações entre o governo federal e representantes do Andes-SN e do Fórum de Professores das Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), que vêm ocorrendo desde o início do ano.

Na quarta-feira (24), os docentes terão nova Assembleia Geral, a partir das 9h, na sede da Adua, para avaliar a nova proposta apresentada pelo governo, depois de reunião com a categoria no último dia 19, além de definir posicionamento sobre o indicativo de greve. “Cada universidade tem autonomia para fazer a sua paralisação isoladamente, contudo, nós da Ufam, decidimos, hoje, esperar a decisão nacional para dar mais peso ao movimento”, ressalta o presidente da Adua, Antônio Neto.

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